loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Governo anuncia fechamento de um novo acordo com FMI

Ouvir
Compartilhar

Brasília - O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, confirmou ontem que o Brasil optou por fechar um novo acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional). O acordo deve ser anunciado já nesta semana, uma vez que a vice-diretora-gerente do FMI, Anne Krueger, vem ao Brasil hoje com o objetivo de finalizar as negociações. ?A avaliação conjunta [do governo brasileiro e do FMI] foi de que sim, há interesse de continuação do programa com o Fundo que deve ajudar o crescimento do Brasil?, disse Levy. Segundo Levy, o próprio ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, convidou Anne Krueger para vir ao país, ?completar mais a visão do que poderia ser um novo acordo com o Fundo.? Levy não quis falar no valor do empréstimo para o novo acordo, que, segundo versões extra-oficiais, estaria em torno de US$ 15 bilhões. ?Estamos desenhando melhor [acordo], o que responde às perspectivas de balanço de pagamentos e compromissos internacionais?, disse o secretário do Tesouro. Na prática, isso significa que o acordo deve ser suficiente para garantir que a dívida brasileira será paga em 2004, mesmo em um ambiente de turbulência internacional. Já o chefe da missão do FMI que está no Brasil, Jorge Márquez-Ruarte, disse que o Fundo acha muito ?positivo? para o Brasil continuar com o programa da instituição no próximo ano. Segundo ele, o FMI está disposto a fazer um novo acordo com crescimento e igualdade. Sobre a vinda de Anne Krueger, Ruarte acha que isso possibilitará ?uma conversa de forma mais definitiva?. Segundo versões extra-oficiais, o valor do acordo que o Brasil pode fechar com o FMI deve ficar em torno de US$ 15 bilhões. Boa parte desse dinheiro, entretanto, não seria novo: o governo rolaria dívidas com o próprio Fundo que vão vencer no próximo ano e também sacaria US$ 8 bilhões que correspondem à última parcela do acordo de US$ 30 bilhões que foi fechado em agosto de 2002 e vence em dezembro. Para o fechamento do acordo, porém, ainda continuariam pendentes as negociações para retirar do cálculo do superávit primário - dinheiro economizado pelo governo para pagar juros - os investimentos de empresas estatais, como a Eletrobrás. Hoje só a Petrobras é excluída do cálculo. Isso, na prática, possibilitaria que o governo economizasse menos do que os atuais 4,25% do PIB para garantir o pagamento da dívida.

Relacionadas