Economia
D�lar fecha em alta de 0,48% com compras do Tesouro
São Paulo e Brasília - O dólar fechou em alta de 0,48%, cotado a R$ 2,877. A moeda americana foi pressionada pelas compras de moeda pelo Banco do Brasil, em nome do Tesouro Nacional. O mercado reagiu bem ao novo acordo do Brasil com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e à melhora da nota de crédito (?rating?) da dívida soberana do Brasil e de bancos pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. Mas prevaleceu o fator técnico, ou seja, a pressão das compras do Tesouro. Apesar da nova alta, os analistas trabalham com a expectativa de que novas entradas de recursos no país, via captações externas, devem evitar que o dólar supere a barreira dos R$ 2,90 nos próximos dias. Elevação da nota A nota (?rating?) de crédito do Brasil foi elevada ontem pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, mas continua com uma avaliação pior do que a de outros países latino-americanos como Colômbia e El Salvador. Com a decisão, o Brasil volta a ter a nota que possuía em outubro do ano passado. Agora, o país volta a ter o mesmo ?rating? de países como Irã e Lesoto. A Fitch elevou a nota do Brasil de ?B? para ?B+?. A Colômbia, que enfrenta problemas como o narcotráfico e uma guerra civil, está dois degraus acima da nota brasileira, com ?BB?. Já El Salvador tem um rating ?BB+? e está a três degraus acima do Brasil e apenas um da categoria ?grau de investimento?. O México aparece com a nota BBB- e já é figura nessa categoria. O Chile está sete degraus acima do Brasil com ?A-?. Abaixo do Brasil, aparecem a Argentina, que já decretou moratória de sua dívida, com ?3D?, Venezuela (?B-?) e Uruguai (?B-?). Câmbio estável Empresários reunidos, ontem, com os ministros da Fazenda, Antonio Palocci Filho, e da Casa Civil, José Dirceu, fizeram um pedido para que o governo utilize os instrumentos necessários para estabilizar a taxa de câmbio por volta de R$ 3. ?Os ministros pediram que os empresários invistam. Mas para investir e ter desenvolvimento, é preciso que o câmbio seja estável, não controlado. Qualquer flutuação (na taxa de câmbio) é enorme. Se o câmbio flutua 10%, 15%, você quebra a empresa?, disse o presidente da Klabin, Pedro Piva. Segundo ele, a taxa de câmbio próxima a R$ 3 é um bom patamar para as exportações. Piva negou, no entanto, que essa reivindicação do setor empresarial represente um pedido direto e formal pela intervenção no mercado de câmbio.