Economia
Bolsa sobe 1,67% e bate novo recorde no ano
São Paulo - O novo acordo com o FMI, a melhora da nota do Brasil pela Fitch e a queda da inflação levaram o Ibovespa a cravar uma nova pontuação recorde no ano. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 1,67%, aos 18.612 pontos. Basta uma alta superior a 1,82% para o Ibovespa bater o recorde histórico de 18.951 pontos, atingido em 27 de março de 2000. Mas há obstáculos para conseguir essa façanha: o volume de negócios se retraiu. Ontem o giro financeiro ficou abaixo da média diária do mês (R$ 1,1 bilhão), somando R$ 956,2 milhões. Além disso, os preços das ações já subiram demais. No ano, o Ibovespa acumula alta de 65,1%. Com isso, os investidores estrangeiros podem acelerar as vendas de papéis para colocar no bolso os ganhos com a forte alta recente. Eles podem buscar retornos maiores em outros mercados, principalmente com os novos sinais de crescimento em outras economias. Por exemplo, ontem o Banco do Reino Unido elevou os juros básicos do país. Um dos motivos foi o aumento do PIB (Produto Interno Bruto), da inflação e o aquecimento do setor imobiliário No mercado internacional, o risco Brasil caiu 0,85%, aos 582 pontos. Já o mercado de títulos da dívida brasileira registrou estabilidade, mesmo após a agência de classificação de risco Fitch elevar a classificação da dívida soberana do Brasil, de B para B+. O C-Bond, principal título brasileiro, encerrou praticamente estável, com variação positiva de 0,06%, negociado a 93,5% de seu valor de face.