Pandemia
TURISMO QUER REDUÇÃO TRIBUTÁRIA E RECUPERAR METADE DO PREJUÍZO
Empresários alagoanos dependem de política econômica, retomada dos voos e dos negócios
A cadeia do turismo é uma das que mais sentem os efeitos da recessão econômica provocada pelo coronavírus. Os prejuízos começaram em março e passam de R$ 1,5 bilhão em Alagoas, sem contar a queda das companhias áreas, afirmam as Associações Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL) e a de Bares e Restaurantes (Abrasel). Os turistas desapareceram e mais de 70% dos segmentos pararam. Os empresários querem recuperar 50% dos prejuízos até o final do ano.
Para piorar, a malha aérea, responsável por 80% do movimento, está destroçada. Dos 26 voos diários restam apenas dois da rota essencial para São Paulo. Os 35 mil leitos dos 87 hotéis e pousadas classificados estão fechados. O desemprego e o desligamento atingem mais de 70% dos trabalhadores do setor.
As empresas resistem a duras penas e cobram dos governos estadual e de Maceió políticas de apoio para reduzir a carga tributária, redução de taxas de juros e prazo de carência para pagamento de dívidas. Essa semana, alguns empresários tentaram convencer o governador Renan Filho (MDB) a flexibilizar setores estrangulados. Ainda não houve acordo.
De ajuda prática, existem acenos para iniciar a discussão em torno de uma ampla campanha nacional de divulgação focando turistas de Brasília, Minas gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, adiantou o secretário de Turismo e Lazer de Maceió, Jair Galvão. A campanha, porém, depende da melhora do quadro de contaminação nacional e de Alagoas, que permanecem preocupantes.
REGIONAL
O setor tem esperança de a partir de julho começar a demanda do turismo local e regional. Antes da pandemia, este nicho representava 20% do faturamento. Agora, não deve passar de 15%, se forem retomadas as atividades suspensas. Para turistas dependentes da malha aérea, o fluxo mínimo será restabelecido a partir de setembro, a depender da demanda e da pandemia, revelam as companhias aéreas, técnicos da Agência Nacional de Aviação (Anac) e operadoras. Até lá as empresas dependerão de políticas públicas. O estrago é tão grande que a maioria dos segmentos admite falta de dinheiro para tudo. Sobram reclamações principalmente daqueles que pagavam tributos em dia e se sentem esquecidos no pior momento da economia. Os protagonistas da cadeia como hoteleiros, donos de bares, restaurante, de empresas de serviços, de entretenimento, contabilizam prejuízo que passam de R$ 1,5 bilhão. As análises mais otimistas esperam que até o final do ano reapareçam os 50% dos 1,5 milhão de turistas que lotaram os estabelecimentos no verão passado. Os 87 hotéis e pousadas filiados ABIH-AL e outras dezenas de estabelecimentos de pequenos portes preveem “minúsculo” movimento em julho, incapaz de manter 35 mil leitos de estabelecimentos associados, não associados e outros meios de hospedagem. Na maior crise econômica vivida pelo setor, a boa notícia foi divulgada por uma das maiores operadoras do País - a CVC -, que apontou Alagoas como a primeira opção de turismo após a pandemia. Isto animou as companhias, operadoras e os segmentos privados de Alagoas.
RETOMADA
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A recuperação da hotelaria de Alagoas será lenta. Dependerá da malha aérea, destruída com o isolamento social no Brasil. Quem afirma é o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH-AL), André Santos. Os hoteleiros calculam que o fluxo será retomado timidamente, em torno de 15% a 20% em setembro. Alguns planejam antecipar a abertura em julho e agosto. A ideia é buscar demanda para 19 mil leitos de hotéis da capital, associados e não associados, e outros meios de hospedagem fechados desde março.