Efeito
COVID-19 FAZ VENDAS NO COMÉRCIO DE ALAGOAS RECUAREM 25% ABRIL
Foi a sexta maior queda do País no mês de abril, segundo levantamento divulgado pelo IBGE
As vendas no comércio varejista alagoano despencaram 25% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada nesta terça-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a sexta maior queda do País, influenciada pelo decreto de isolamento social determinado pelo governo de Alagoas, que proibiu o funcionamento de negócios considerados não essenciais.
Na comparação com março - mês em que o decreto governamental só começou a valer a partir da segunda metade do mês -, as vendas do comércio no Estado registraram uma retração de 19,4%, a quinta maior do País, nessa base de comparação. O Amapá registrou a maior queda, com 33,7%, seguido de Rondônia (-21,8), Ceará e São Paulo - ambos com retração de 20,2%.
Com o resultado de abril, o setor varejista alagoano acumula uma queda de 7,5%. Em doze meses, a retração é de 4%.
Com as vendas de abril, a receita nominal do comércio local registrou uma retração de 21,5% na comparação com abril de 2019. Na comparação com março, a queda foi de 18,4%. Com isso, no acumulado do ano, a receita nominal recuou 3,9%.
No varejo ampliado, que inclui também os materiais de construção e os automóveis e peças, as vendas do comércio alagoano recuaram 29,5% em abril, na comparação o mesmo mês do ano passado. Já na comparação com março, a queda foi de 19,6%. No acumulado do ano, o setor registra uma retração de 6,7%. Em doze meses, a queda é de 1%.
Em todo o País, segundo o IBGE, a retração foi de 16,8% tanto na comparação com abril do ano passado, quanto na comparação com o mês anterior. é o pior desempenho do setor desde o início da série histórica, que começou em janeiro de 2000.
Todos os ramos de atividade pesquisados pelo IBGE sofreram quedas, até os setores considerados essenciais durante a pandemia, como Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-11,8%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-17%).
Essa foi a terceira vez em toda a série histórica que todas as oito atividades pesquisadas pelo IBGE sofreram queda. A maior foi em Tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), seguido de Livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%). Outros ramos que caíram foram Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-29,5%), Móveis e eletrodomésticos (-20,1%) e Combustíveis e lubrificantes (-15,1%).
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o varejo caiu 16,8%, com recuo em sete das oito atividades pesquisadas. Só Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,7%) mostrou aumento, ainda em menor intensidade que no mês de março (11,0%).
Já o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que integra também as atividades de Veículos, motos, partes e peças (-36,2%) e material de construção (-1,9%), caiu 17,5% em abril na comparação com março, a maior queda da série histórica, que começou em fevereiro de 2003.
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Esse é o terceiro indicador dos efeitos do distanciamento social sobre a economia brasileira. O IBGE já havia divulgado que a indústria teve queda de 18,8% na comparação com março, a pior da série histórica. E o mercado de trabalho sofreu um recorde de 4,9 milhões de postos de trabalho perdidos no trimestre encerrado em abril. Desse total, o comércio foi o setor que mais sentiu a queda na população ocupada, com 1,2 milhão de empregos a menos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou pandemia no dia 11 de março. Nas semanas seguintes, estados e municípios começaram a decretar restrições à circulação de pessoas, o que afetou a economia brasileira. A primeira morte conhecida de Covid-19 no país ocorreu no dia 17 de março. A partir daí, com o avanço da doença, o país promoveu o fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de conter o avanço da doença. Em abril, os efeitos econômicos passaram a ser sentidos com mais intensidade, já que as medidas restritivas duraram do começo ao fim do mês.
*Com informações da Folhapress.