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Pandemia

COM TOMBO DE 32,3%, SERVIÇOS DE AL TÊM A MAIOR RETRAÇÃO DO PAÍS

Queda de abril foi provocada por medida de isolamento social devido à pandemia de Covid-19

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Restaurantes fechados contribuíram para a queda no setor de serviços de Alagoas
Restaurantes fechados contribuíram para a queda no setor de serviços de Alagoas -

Prejudicado pelo decreto de isolamento social do governo de Alagoas - que determinou o fechamento de empresas consideradas não essenciais por conta da pandemia de Covid-19 -, o setor de serviços registrou o maior tombo do País em abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quarta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, os serviços prestados no Estado recuaram 32,3% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O desempenho negativo de Alagoas foi quase o dobro da média nacional, que registrou uma retração de 17,2% na comparação entre os meses de abril. Na comparação com março - quando passou a vigorar o decreto de isolamento social no Estado - a retração do setor de serviços alagoano também foi a maior do País, com um 26,5%. Com o desempenho de abril, o setor de serviços de Alagoas acumula uma retração de 10,5% no ano. Trata-se da quarta maior queda do País. A Bahia registra a maior queda nessa base de comparação, com 12,3%, seguida do Piauí (-12) e Rio Grande do Sul (10,9). Em abril, segundo o levantamento do IBGE, a receita nominal dos serviços prestados em Alagoas recuou 31,5%, na comparação com abril do ano passado. Na comparação com o mês anterior, a queda foi de 24%. No acumulado do ano, a receita do setor registra queda de 10,7%.

O IBGE confirma que a queda de abril foi provocada, em grande parte, pelas medidas de isolamento social adotadas devido à pandemia do novo coronavírus. “Nesses dois últimos meses [março e abril], há uma perda acumulada de 17,9% no País, o que traz o volume de serviços para um patamar 27% abaixo do ponto mais alto da série, em novembro de 2014”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Em todo o País, segundo o levantamento do IBGE, o setor de serviços apresentou queda recorde de 11,7%, a pior desde o início da série histórica, em 2011. O resultado reflete os efeitos das medidas restritivas de distanciamento social impostas em cidades e estados do país, com a suspensão de atividades não essenciais adotada para tentar conter a disseminação do novo coronavírus. Parte dos funcionários ainda foi colocada em home office, o que também contribuiu para diminuir a demanda por serviços. Os serviços têm forte peso sobre o PIB (Produto Interno Bruto), com participação acima de 60%. O recorde negativo no setor é outro indicador do desastre econômico que atingiu o Brasil em meio à pandemia.

Os efeitos do distanciamento social ainda derrubaram a indústria, que teve queda de 18,8%, e o comércio, com recuo de 16,8%, ambos os piores registros na série histórica pesquisada pelo IBGE. Esse desempenho refletiu no mercado de trabalho e contribuiu para que um recorde 4,9 milhões de postos de emprego fossem perdidos no trimestre encerrado em abril.

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Para analisar os reflexos da doença no país, o IBGE anunciou a criação de uma Pnad Covid. A primeira divulgação saiu nesta terça (16) e apontou que quase 18 milhões de brasileiros não procuraram emprego por causa do avanço da doença. Outros 8,8 milhões trabalharam de forma remota, enquanto 14,6 milhões foram afastados do trabalho pelo distanciamento social. A pandemia foi decretada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) no dia 11 de março. A primeira morte no Brasil ocorreu seis dias depois. A partir daí, estados e municípios estipularam restrições à circulação de pessoas, com o fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de conter o avanço da doença. Os impactos econômicos passaram a ser sentidos com mais intensidade em abril, já que o distanciamento social durou do começo ao fim do mês. A expectativa para o PIB deste ano na pesquisa Focus realizada pelo Banco Central já é de queda de 6,51%, em meio às consequências da escalada do novo coronavírus no Brasil. De acordo com o Banco Mundial, a projeção é que a economia brasileira possa encolher 8% em 2020, um dos piores resultados globais, ligado principalmente às medidas de contenção da propagação do vírus. Em janeiro, a projeção era de crescimento de 2% para o Brasil. As informações são da Folhapress.

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