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Economia

Shoppings apostam no 13� do funcionalismo

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BLEINE OLIVEIRA Os lojistas de shoppings são o segmento mais preocupados com o volume de vendas neste fim de ano. O clima entre eles não é de otimismo, embora, deixem claro que têm a expectativa de que o volume de vendas seja suficiente para empatar com aqueles registrados em 2002. Uma das maiores preocupações dos lojistas é com o pagamento do funcionalismo público. Para eles, como é neste setor que gira o eixo principal da economia alagoana, se os salários de novembro não vierem seguidos do décimo terceiro, a situação se complica. ?Não se pode ignorar que a economia tem uma dependência direta do dinheiro do funcionalismo. Se o 13º não for pago nos prazos da lei, vamos enfrentar dificuldades? - analisa o diretor da Associação dos Lojistas do shopping Iguatemi, João Mascarenhas. Empresário do setor de vestuário, ele revela que o mês de outubro, comparado a igual período do ano passado, apresentou redução no volume de vendas da ordem de 20%, o que obrigou os lojistas a adotarem uma posição de cautela em relação ao consumo nos meses seguintes. Aliado à questão do funcionalismo, o setor tem baseado essa postura moderada nas notícias sobre os rumos da economia brasileira. ?Desde o início deste ano que se fala em crise, em recessão, em dificuldades geradas pelas altas taxas de juros e pela supervalorização do dólar? - afirma João Mascarenhas, justificando a política de ?pé no chão? que o empresariado está adotando, numa fase em que, tradicionalmente, o clima é de euforia e empolgação. Ele diz que, estimulado pelo clima natalino, o consumidor sempre vai às compras independente de o País está enfrentando crise econômica. Mas para o empresário, não é possível apostar apenas na possibilidade de consumo. ?Precisamos de fato reais, de indicadores concretos de crescimento? - afirmou Mascarenhas. Sempre de olho no noticiário econômico, ele parece ter sentido os efeitos positivos das últimas análises apresentadas por economistas de instituições como a Fundação Getúlio Vargas, após o acordo firmado esta semana pelo Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI). ?Depois de quase um ano de más notícias, nos últimos os sinais têm sido mais positivos?- declarou João Mascarenhas, ressaltando que a partir daí os lojistas poderão agir na direção dos estoques. Para ele, os efeitos das medidas econômicas demoram muito a chegar aos estados menores e pouco industrializados como Alagoas. ?Enquanto em São Paulo rapidamente se vê mudanças após o governo reduzir um dígito que seja na taxa de juros, como ocorreu recentemente. Um empresário que produzia 100 camisas que já tinham comprador certo, passa a fabricar 150, pois as outras cinqüenta têm efetivas oportunidade de serem comercializadas? - ilustra o empresário alagoano. O dirigente da associação de lojistas do Iguatemi ressalta que, apesar dessa avaliação ponderada, não há um clima de pessimismo entre os empresários alagoano. ?Não estamos pensando que haverá queda nas vendas, isso seria o fim. Mas admitimos que a expectativa é que não haverá crescimento, ou pelo menos serão mantidos os índices do ano passado? - concluiu João Mascarenhas.

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