loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Supermercados n�o ter�o estoque de produtos de �poca

Ouvir
Compartilhar

BLEINE OLIVEIRA Os donos de supermercados estão esperançosos em relação ao consumo neste fim de ano, mas não farão estoque de produtos de época acima do que tinham no mesmo período do 2002. Com essa revelação, o presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas, Raimundo Barreto, confirma o que o economista Cícero Péricles, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), chama de otimismo moderado. Segundo Barreto, a esperança do setor é de que as vendas, agora em novembro e dezembro, sejam pelo menos iguais as que foram registradas no ano passado. Para a Associação o ano de 2003, que está chegando ao final, foi difícil, com intensa redução do poder de compra do consumidor. A justificativa está nos fatos políticos, como a expectativa em relação ao governo do PT, e econômicos, como os constantes aumentos do valor do dólar. ?Todas essas turbulências provocaram um quadro de recessão que impediu o crescimento dos negócios em diversos segmentos? - disse Raimundo Barreto. Mas, ressalta ele, como o governo do presidente Lula manteve os rumos da economia, sem provocar rupturas no que vinha sendo encaminhado por seu antecessor - ?o que agradou principalmente ao mercado financeiro? - a crise está diminuindo. ?Estamos nos preparando para o melhor, mas sabemos que os reflexos da queda do juros demoram a chegar no varejo? - disse o empresário alagoano. Preços O dirigente da entidade representativa dos supermercados aposta na manutenção dos preços como uma forma de estimular o consumo. Na avaliação dele, a população não está dando sinais de que vai às compras neste fim de ano com a mesma euforia registrada em 2002. Ao contrário, o consumidor está precavido, esperando pelo tal espetáculo de crescimento vislumbrado pelo presidente Lula. Por isso, afirma Raimundo Barreto, os supermercadistas vão buscar meios para garantir que os preços dos produtos de época sejam os mesmos praticados no ano passado. ?É impossível tirar leite de pedra, ou seja, não dá pra mexer mais no bolso do consumidor? - disse ele, revelando que a manutenção dos preços nos mesmos patamares será possível em função da estabilidade da moeda americana. Com isso, avalia Barreto, as vendas também ficarão nos mesmos níveis de 2002, resultado melhor do que se houver queda no consumo. Desde outubro último, os supermercadistas negociam com os fornecedores bons preços para produtos como peru, vinho, panetone e queijos, tradicionalmente consumidos no fim do ano. O volume a ser adquirido, reafirma o dirigente da associação, é o mesmo do ano passado. Para exemplificar, ele diz que o empresário que em 2002 comprou mil garrafas de vinho provavelmente terá essa mesma quantidade no seu estoque para o Natal de 2003.

Relacionadas