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Natal: lojistas aguardam dezembro para estocar

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BLEINE OLIVEIRA Há uma luz no fim do túnel da economia, mas o empresariado prefere esperar que ela chegue mais perto e aumente sua capacidade de iluminar para, então, investir em estoque. De modo figurado, é esse o quadro desenhado pelos empresários alagoanos do setor de vestuário, eletroeletrônicos, supermercados e varejistas em geral, para os dois últimos meses do ano. A expectativa deles neste período natalino é de que o crescimento fique pelo menos igual ao ano passado, quando as vendas subiram em torno de 20% em relação a 2001. Essa posição de lojistas e supermercadistas é considerada natural pelo economista Cícero Péricles de Carvalho, professor-doutor do Departamento de Economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A avaliação geral é que não será neste fim de ano que Papai Noel trará em seu saco de presentes o tal espetáculo do crescimento anunciado pelo presidente Lula. Segundo o professor da Ufal, o clima pré-natalino é de otimismo moderado, graças à queda na taxa de juros e à estabilidade do dólar. Mas é natural que o empresariado mantenha um comportamento cauteloso, marcado pela espera de que o crescimento se concretize de fato ou, pelo menos, que a economia dê sinais mais concretos de que essa expectativa favorável se confirmará. ?Vislumbra-se um cenário positivo a partir do próximo semestre. O País está voltando a crescer, mas é preciso dizer que o crescimento econômico só se concretiza com mais empregos? - declara Cícero Péricles. Essa análise justifica a moderação do comércio na formação de estoques para as compras de fim de ano. Como atrair consumidor Mas os lojistas pretendem adotar algumas estratégias destinadas a atrair o consumidor, além das tradicionais promoções e decoração de lojas nos shoppings e no Centro. Entre elas, destacam-se as facilidades de crediário e as linhas de crédito oferecidas por bancos estatais como o Banco do Brasil e a Caixa. Aqui, o economista da Ufal orienta o consumidor a ter cautela e a só utilizá-las se julgar absolutamente necessário. Para Cícero Péricles, as linhas de crédito popular destinadas à compra de material de construção, a produtos de informática ou eletrodomésticos são interessantes e podem ser aproveitadas sem muito risco. Para quem precisa de pouco dinheiro vale recorrer as linhas de microcrédito do BB e da Caixa, cuja liberação não exige renda formal e disponibiliza até R$ 200,00. Outra preocupação do consumidor são as taxas de juros embutidas nas compras parceladas. Os especialistas mostram que apenas um em cada 100 consumidores sabe fazer cálculos para definir se a taxa que está pagando é alta ou aceitável. Por isso, recomenda que ao ir às compras procure encontrar lojas onde o valor da prestação e o número de parcelas são menores.

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