Pandemia
REABERTURA DE CONCESSIONÁRIAS PROVOCA ALTA DE 12,2% NAS VENDAS
No primeiro mês de funcionamento do setor pós pandemia, foram comercializados 813 veículos
Pouco menos de um mês depois de o governo flexibilizar o funcionamento de concessionárias de automóveis em Alagoas por causa da pandemia da Covid-19, s vendas de veículos novos em Alagoas registraram aumento de 12,29% na passagem de maio para junho, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (2), pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.
De acordo com os dados, foram comercializados no Estado no mês passado 813 unidades - incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários. Em maio, quando o setor estava fechado por causa do decreto de isolamento social, as vendas tinham atingindo 724 unidades.
Por segmento, o setor de automóveis e comerciais leves (picapes e furgões) registrou uma alta de 24,83% na passagem de maio para junho.
Apesar do aumento de um mês para o outro, a venda de veículos novos ainda está longe do registrado em junho do ano passado. O levantamento da Fenabrave mostra uma retração de 49,31% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
No segmento de comerciais leves, a queda nessa base de comparação foi de 48,1%.
No acumulado do ano, a venda de veículos novos em Alagoas registra uma retração de 40,27% - recuando de 11.806 unidades de janeiro a junho do ano passado, para 7.052 no mesmo período deste ano.
Para o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr, a pandemia do coronavírus, iniciada na segunda quinzena de março, impactou negativamente no balanço do primeiro semestre do setor. “A queda já era esperada, em função do atual cenário, considerando os efeitos da pandemia do Covid-19, que obrigou o fechamento do comércio e o isolamento social durante longo período”, ressalta.
“Mas, quando avaliamos o mês de junho, na comparação com maio deste ano, já observamos uma expressiva melhora, explicada pelo retorno das atividades dos Detrans, principalmente, em São Paulo, que representou 32,1% das vendas nacionais, e da reabertura das concessionárias, para vendas”, explica.
Segundo Alarico Assumpção, as vendas de junho refletem possíveis vendas represadas e realizadas em maio, mas também revela a melhora nos índices de confiança por parte do consumidor e empresários, “principalmente, em segmentos como de caminhões e motocicletas, que só não tiveram resultados melhores pela falta de produtos, já que as montadoras estão retomando a produção aos poucos e ainda de forma reduzida”, comenta.
Em Alagoas, de acordo com o levantamento da Fenabrave, as vendas de motocicletas recuaram 17,62% na passagem de maio para junho, e 60%,46 em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o segmento registra uma retração de 46,75%.
BRASIL
Em todo o País, as vendas de veículos novos em junho registraram aumento de 93,5% em relação a maio. Em números absolutos, voram comercializadas 194,3 mil unidades. Apesar o avanço entre um mês e outro, na comparação com o junho de 2019, as vendas de veículos registraram uma retração de 38,58% em relação às 316,45 mil unidades comercializadas naquele mês. No acumulado do primeiro semestre, as vendas registram uma retração de 36,13%, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 1,91 milhão de unidades. No segmento de comerciais leves, as vendas cresceram 116,78% em junho, na comparação com maio, totalizando 122,7 mil unidades. Quando comparadas a junho do ano passado, quando foram vendidas 13,4 mil unidades, as vendas recuaram 42,47%. No acumulado do primeiro semestre, os impactos da pandemia sobre as vendas de automóveis e comerciais leves fizeram o resultado cair de 1,248 milhão de unidades, vendidas nos seis primeiros meses de 2019, para 763.280 unidades, comercializadas no mesmo período de 2020. “Mesmo diante de um mês de junho melhor, o acumulado do primeiro semestre de 2020 está na 19ª. colocação no ranking histórico dos primeiros semestres e, se considerarmos apenas o mês de junho, estaremos na 21ª posição, o que demonstra o retrocesso, provocado pela pandemia e consequente fechamento das concessionárias e isolamento social, por longos períodos”, lamenta.