Economia
COMÉRCIO DE MACEIÓ PREVÊ INÍCIO DE RECUPERAÇÃO SÓ EM OUTUBRO
Com 113 dias sem gerar recursos, muitos empresários do setor perderam capital de giro em AL
A reabertura de 60% das lojas do Centro de Maceió e do comércio de rua de toda a capital, que se incluíram na fase laranja - escalonada pelo governo Renan Filho (MDB) -, reuniu um misto de expectativa e esperança para o setor terciário, na última sexta-feira . O segmento é responsável pela maior geração de empregos com carteira assinada do Estado, e onde o gargalo da economia alagoana fica mais estreito neste momento.
Com 113 dias sem gerar recursos, muitos empresários do setor perderam capital de giro, tiveram que demitir e até mesmo desistir dos negócios. Dados preliminares na Aliança Comercial dizem que a onda de demissões poderia afetar até 2 mil, mas podendo chegar a 3 mil trabalhadores.
O presidente da entidade, Guido Santos, afirmou várias vezes que o estava ruim poderia ficar ainda pior caso a ?reabertura passasse do mês de junho. O esforço concentrado era pelo menos para que pudesse alcançar o Dia dos Namorados - 12 de junho- e o restante dos festejos, o que acabou não acontecendo.
“Quanto à recuperação, é um paliativo, porque muitas estão conseguindo vender por aplicativo e online. Mas no geral a expectativa de recuperação é para outubro, com alguma melhora, mas o pique mesmo será em dezembro e janeiro. Até lá vamos precisar de no mínimo seis meses para recuperar esse período que ficamos fechados”, acredita Guido.
Para complicar a situação, ele lembrou que o governo não renovou a ajuda com a suspensão de contratos de trabalho. Então, a partir deste mês as empresas terão que bancar o salário dos funcionários que estão em casa. “Isso vai tornar inviável para o comércio porque muitas lojas, principalmente as megalojas, não estarão abertas ainda, assim como lojas de sapatos e shoppings. Isso é um prejuízo muito grande, e deve aumentar se não for feito o mais rápido possível. Vai haver ainda mais demissões. Estimamos que 300 lojas não vão voltar às atividades infelizmente”, previu o presidente da Aliança Comercial.
BELEZA
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O setor de serviços, como salões e barbearias, também foi autorizado a retornar com 50% da capacidade de atendimento e somente com hora marcada. O presidente do Sindibeleza, o bacharel em direito e empresário Ariel Fernandes, acredita em dias melhores mas reconheceu que no momento a situação está feia.
“Houve realmente demissões no setor e haverá ainda. Tivemos aproximadamente 25% de demissão no segmento. Os clientes estão retornando aos poucos. Me refiro aqueles que estavam sendo atendidos em casa. Haverá um trabalho de retomada dessas pessoas”, destacou Ariel. Como o setor vinha numa crescente antes da crise, com muita gente consumindo produtos e serviços, ele acredita que com os investimentos em biossegurança ainda mais ampliados, vai ter um reaquecimento para os profissionais. “Estamos todos otimistas, apesar de alguns momentos de baixa, mas acreditamos que vamos reaver o movimento com nossos clientes, pois os cuidados que estamos tomando são ainda maiores do que os já que tínhamos”, disse Ariel. Ele lembrou que na formação dos profissionais, os cuidados com a segurança sempre foram destacados e, agora, mais ainda por conta dos protocolos estaduais, como distância, intervalo de atendimento, sanitização dos ambientes e a higienização de todos os objetos entre um e outro atendimento. “Além disso, além da higienização dos instrumentos de trabalho, o uso abundante de álcool em gel está sendo adotado pelos profissionais. O nosso objetivo é que tanto os trabalhadores quanto os clientes se sintam seguros e muito à vontade nos ambientes”, enfatizou.