Economia
Brasil n�o vai superar meta de super�vit, diz Mantega
Brasília - A possibilidade de o Brasil ultrapassar a meta do superávit primário neste ano está descartada, segundo o ministro do Planejamento, Guido Mantega. A meta de superávit primário - economia do governo para o pagamento de juros da dívida pública- acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional) é de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto). Segundo Mantega, os cerca de R$ 2,9 bilhões de economia extra neste ano - que estavam previstos até a semana passada, quando foi anunciado o novo acordo com o FMI- serão gastos pelos ministérios até o final de 2003 e também serão usados para atender emendas de parlamentares ao Orçamento. ?Neste ano não será feito uma economia maior do que 4,25% do PIB. Posso dizer que não vai sobrar. No final do ano não teremos R$ 2,9 bilhões de folga?, afirmou. Durante o anúncio do novo acordo com o FMI, na semana passada, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, havia dito que essa sobra seria abatida do superávit primário do ano que vem. Ou seja, o superávit de 2004 seria menor. De acordo com Mantega, a folga não impedirá que no próximo ano a meta do superávit primário seja inferior a 4,25%. O ministro não indicou, porém, de quanto seria a redução do superávit. Na proposta Orçamentária do governo para 2004 enviada ao Congresso, a meta permanece em 4,25% do PIB.