Economia
TURISMO NÃO FOI AFETADO, DIZ ECONOMISTA
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Se por um lado a expectativa do setor de beleza é mudar em breve a face da crise, para o economista Rômulo Sales, não é possível maquiar a realidade. Isso porque como a crise foi geral, ou seja, para quem presta serviços, quem recorre a eles e até mesmo o setor produtivo, o efeito cascata que atingiu um lado rolou para cima do outro.
Ele lembra que no caso da indústria, que é uma das atividades menores do Estado, não houve diretamente efeitos. O turismo não foi tão afetado porque foi alcançado na “baixa temporada”. Mas no comércio, setor que tem uma ampla capacidade de gerar empregos e que depende do dinheiro que circula entre os consumidores, a situação é um pouco mais complexa, quando o assunto a recuperação.
“Quero acrescentar que o final de ano, que sempre foi muito esperado pelo comércio, em 2020 o 13°foi antecipado pelo Estado. Então o dinheiro que o pessoal usaria em dezembro e reanimaria a economia não vai ter. Uma boa parte já o consumiu no período de isolamento, ou seja, serão menos recursos. Algumas despesas que tinham agora nesse período - alguns que negociaram aluguel para postergar o pagamento para mais na frente e financiamento habitacional que pediu maior prazo para pagar - também irão chegar agora”, lembrou Rômulo.
Rômulo lembrou algumas datas que costumam também ser atreladas ao consumo, como Dia dos Pais, em agosto, Dia das Crianças, em outubro, e os festejos natalinos. Um detalhe é que são expectativas em função do que já foi perdido como Dia das Mães, Dia dos Namorados e os festejos juninos.
“Por isso a reabertura é importante porque no caso do comércio muitos comerciantes já estavam sem fôlego, e não tinham mais como respirar. Teve a abertura da orla, o que deve fazer também a retomada dos ambulantes. De modo que a reabertura, mesmo que apenas no início, é muito importante, e o comércio estava precisando. Espero que realmente seja e que todos deem exemplo de segurança. Isso é importante porque não tivemos problema de oferta e sim de demanda, e é o comportamento do consumidor que ficou mais de 100 dias sem consumir. Pode ser que nesse primeiro momento tenha uma demanda reprimida indo para o comércio, mas deve dar uma certa esfriada porque muito receio, incerteza e o desemprego estão muito altos. Acho que o perfil do consumo mudou e não deve haver uma corrida para compra de roupas e calçados”, analisou Rômulo
Como todos estão devidamente orientados para as questões de segurança, que também se ampliam para igrejas e templos, uma vez que foram autorizados a abrirem com 30% da capacidade de fiéis, o mais importante é o monitoramento.
É o que pensa o presidente do Conselho Regional de Medicina, o médico infectologista Fernando Pedrosa. Ele apoiou o retorno gradativo das atividades e considerou correta a medida anunciada pelo governo, desde que tanto as autoridades quanto o cidadão cumpram seus papéis. “Acho que está correta a medida do governador e entendo que isso deve ser resultado, como ele mesmo explicou, do número de casos e a redução do número de óbitos. Isso permite que se possa fazer essa redução gradual do número de isolamentos”, observou Pedrosa. MR
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