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PETROBRAS QUER VENDER AÇÕES QUE POSSUI DA BRASKEM

Em entrevista nesta terça, presidente da companhia diz que está está acelerando negociações para resolver problema em Alagoas

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Problema em Alagoas é entrave para que petroquímica seja vendida, diz Petrobras
Problema em Alagoas é entrave para que petroquímica seja vendida, diz Petrobras -

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou, em um live promovida por um banco privado, nessa segunda-feira (6), que espera chegar a uma solução com a Odebrecht em seis meses para iniciar o processo de venda das ações da companhia na Braskem. De acordo com o presidente da estatal, há alguns atrasos. "Estamos acelerando as negociações para resolver o problema em Alagoas", afirmou Castello Branco. O problema que o executivo cita é o afundamento do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto, que fez com que milhares de famílias tivessem que deixar suas casas. O "problema em Alagoas" é apontado com um dos entraves para que a gigante petroquímica seja vendida. Há um ano e um mês, o governo de Alagoas entrou na Justiça para que a Braskem não fosse vendida até que indenizasse todos os moradores afetados pelo problema causado por ela. Atualmente, a Petrobras é dona de 47% do capital votante da gigante petroquímica. "Estamos discutindo com o nosso sócio Odebrecht um novo acordo de acionistas para permitir que a companhia converta ações preferenciais em ações ordinárias para, depois, ser capaz de vender as ações no mercado de capitais. Espero que estejamos prontos em seis meses", disse Castello Branco. Esse é o segundo baque que Alagoas sofre em relação à Petrobras em menos de um mês. No dia 17 de junho, a estatal anunciou que deu início à etapa de divulgação da oportunidade referente à venda da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões de campos de terra e águas rasas localizadas no estado de Alagoas. O Polo Alagoas compreende sete concessões de produção (Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos), localizados nos municípios de Coqueiro Seco, Coruripe, Feliz Deserto, Jequiá da Praia, Marechal Deodoro, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, São Miguel dos Campos e Satuba. O campo de Paru está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros, no município de Feliz Deserto, litoral Sul de Alagoas. Os demais campos são terrestres. Em 2019, a produção média do polo foi de 2.348 barris diários de óleo e condensado e 856 mil m³ diários de gás, gerando um total de 1.010 barris diários líquidos de gás natural. Além das concessões e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de gás natural, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia. A estatal informou ainda que as partes interessadas, que cumprirem os critérios de potenciais compradores, deverão notificar o banco J.P. Morgan - contratado pela Petrobras como assessor financeiro - até seis de julho, para expressar seu interesse na oportunidade e receber os documentos necessários para participar do processo. Em nota, a Petrobras ressaltou que a operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e melhoria de alocação do capital da companhia, que está concentrando cada vez mais os seus recursos em águas profundas e ultra-profundas, onde a companhia tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

Sob supervisão da editoria de Economia

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