Economia
Agrisa come�a moagem com 40 dias de atraso
EDIVALDO JUNIOR Com mais de 40 dias de atraso, a Agroindustrial Serrana (Agrisa) iniciou, oficialmente, ontem, com um culto evangélico, a moagem da safra de cana-de-açúcar 03/04. Nos preparativos para o início da fabricação de açúcar e álcool, a indústria realizou, domingo, uma missa e um churrasco para os seus operários. A Agrisa é a última usina do Estado a entrar em operação nesta safra. O atraso ocorreu por causa da interdição de algumas fazendas pertencentes à indústria para o programa de reforma agrária. De acordo com o gerente geral da Agrisa, Robson Uchoa, a expectativa é moer, nesta safra, pelo menos 350 mil toneladas, repetindo a performance da safra anterior. Ele explica que o projeto Agrisa, ?que está apenas no seu terceiro ano, tem a meta de industrializar um milhão de toneladas de cana. Com a Agrisa, Alagoas totaliza 28 usinas em operação na safra 03/04. A estimativa do setor sucroalcooleiro é esmagar, nesta safra, 23,5 milhões de toneladas de cana e produzir 2,1 milhões de toneladas de açúcar. Entenda o caso No fim de outubro, um protesto na BR-101, próximo à cidade de Joaquim Gomes, chamou a atenção do País. Um grupo de trabalhadores da usina Agrisa interditou uma das principais rodovias do Brasil, com o objetivo de pressionar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a liberar mais de 40 mil toneladas de cana que estariam retidas em áreas de litígio para fins de reforma agrária. O protesto só acabou depois de uma promessa de acordo, que permitiria o início da moagem na usina e, por conseqüência, a garantia dos empregos diretos de mais de mil trabalhadores. Mas, segundo Robson Uchôa, a usina ganhou na Justiça o direito de colher a cana existente na Fazenda Santa Luzia. A liminar teria sido estendida às demais propriedades da usina em questão.