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Piso salarial do trabalhador rural ser� de R$ 282,50

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EDIVALDO JUNIOR Os trabalhadores rurais da zona canavieira de Alagoas chegaram, no início da noite de ontem, a um acordo com os empregadores (usinas e produtores rurais) e descartaram a possibilidade de greve por reajuste salarial, anunciada essa semana. O novo piso salarial da categoria foi negociado em R$ 282,50 e vai beneficar mais de 100 mil trabalhadores rurais de Alagoas. Também foi definido reajuste de 16,15% sobre a lista de tarefas executadas pelos trabalhadores rurais. Assim, o menor valor na tabela de corte de cana (uma tonelada) deve passar de R$ 1,89 para R$ 2,17. O novo piso é retroativo a primeiro de novembro e representa um reajuste de 13% sobre o salário atual, de R$ 250 ou de 21,2% sobre o piso anterior (R$ 233). O piso estava em R$ 250 por causa de uma cláusula econômica que assegura um salário R$ 10 maior do que o mínimo. Na segunda-feira, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura em Alagoas (Fetag), que reivindicava um piso de R$ 284, deixou a mesa de negociações ameaçando greve, por não concordar com a proposta apresentada pelos empregadores, de R$ 281. O impasse, em torno de R$ 3, foi superado, nos últimos três dias, através de conversas por telefone, num triângulo que envolveu o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida; o representante do Sindaçúcar/AL (Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas), Cariolando Guimarães e o representante da Fetag, Antônio Torres. Ontem à noite, o tom era de conciliação. Também por telefone eles falaram à GAZETA DE ALAGOAS sobre o fechamento das negociações. ?Não há vencidos nem vencedores. O que prevaleceu, no final, foi o bom senso?, resume Cariolando Guimarães. ?O fato dessa negociação ter sido fechada por telefone demonstra que existe um clima de transparência e confiança entre as partes?, completa. Segundo Antônio Torres, os dois lados souberam ceder (cada um abriu mão de R$ 1,50), numa demonstração de que apostavam no diálogo. ?A greve seria o último recurso. Como houve boa vontade, aconselhamos os sindicatos a contemporizar, até porque temos um reajuste acima do que foi dado em Pernambuco?, afirma. ?Nos últimos anos, temos chegado a acordo salarial através do entendimento. Não havia motivos para ser diferente agora, até porque sempre nos dispusemos a conversar e atender, dentro do possível, as reivindicações dos trabalhadores?, frisa.

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