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Construção

95% DAS CONSTRUTORAS TÊM ALTA NO PREÇO DO CIMENTO

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De março a julho, em meio à pandemia do novo coronavírus, construtoras de todo o país tiveram aumento no preço de materiais de construção, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com empresas de 25 estados brasileiros. Dos itens consultados, o cimento foi o que teve mais aumento: 95%. Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o momento não poderia ser mais inoportuno para aumentar preços. “Em um momento onde indicadores têm mostrado sinais de recuperação no setor, quando temos a expectativa de que a construção civil possa puxar a retomada do crescimento, alguém decide levar vantagem”, disse. No levantamento realizado pela CBIC, 95% das empresas responderam que o cimento teve aumento durante o período da pandemia. Para 59% delas, o aumento foi de até 10%. Para 36%, o aumento foi acima de 10%. Nos estados Ceará, Mato Grosso e Pará, 100% das empresas responderam que tiveram aumento no referido material. Em Alagoas cerca de 50 construtoras contribuíram com a pesquisa liderada pela CBIC. O presidente do Sinduscon-AL, Alfredo Brêda, declarou que o aumento no valor dos insumos principais da construção desestabilizaram o setor e as construtoras vão ser obrigadas aumentar os preços dos imóveis. “Não temos inflação alta, esse ano até tivemos deflação e não se justificam aumentos que sejam de 5% e até acima de 10%”, ressalta.

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