Pandemia
SEIS EM CADA DEZ DOMICÍLIOS RECEBEM AUXÍLIO EMERGENCIAL
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Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que seis em cada dez municípios alagoanos recebem auxílio emergencial do governo federal. Os dados, que fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid, revela que no mês passado, 60,5% dos 967 mil domicílios do Estado receberam algum tipo de auxílio relacionado à pandemia do coronavírus. Em números absolutos, significa que cerca de 585 mil domicílios foram contemplados com a ajuda do governo federal.
Em termos proporcionais, segundo a pesquisa do IBGE, a taxa de domicílios que recebem o auxílio emergencial em Alagoas ficou acima dos 43% registrados na média brasileira, e a sexta maior do País, atrás apenas do Amapá (67,3%), Maranhão (66,5%), Pará (63,7%), Amazonas (61,8%) e Piauí (60,8%).
Em todo o País, cerca de 29,4 milhões de domicílios brasileiros, ou seja, 43% do total, receberam, em junho deste ano, algum tipo de medida de proteção social para enfrentar a crise causada pela pandemia do novo coronavírus, como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda. Na comparação com o mês anterior, foram mais 3,1 milhões de lares beneficiados.
No mesmo mês, quase 50% da população (49,5%), aproximadamente 104,5 milhões de pessoas, moravam em domicílios nos quais, pelo menos, um integrante recebeu auxílio. Segundo o diretor-adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, foram distribuídos R$ 27,3 bilhões, sendo que metade da população brasileira, formada pelos estratos mais baixos de renda, recebeu 75,2% das transferências. “Direta ou indiretamente, esse contingente pode ter sido beneficiado com auxílio”, disse.
Nos estados das regiões Norte e Nordeste, o percentual de domicílios beneficiados com auxílio emergencial ultrapassou 45%. No Amapá e no Maranhão, a proporção de beneficiados foi superior a 65%. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a cobertura do programa não alcançou 30% dos domicílios.
O maior impacto do auxílio emergencial foi sobre a primeira faixa de renda, onde estão 10% da população (21 milhões de pessoas) que residem em domicílios com renda domiciliar de até R$ 50,34.
Segundo o levantamento, dessa faixa, 17,7 milhões (83,5%) moram em lares que receberam o benefício. Para essas pessoas, a renda domiciliar per capita passou de R$ 7,15 para R$ 271,92, uma diferença de 3.705%.
Já na segunda faixa de renda, o benefício chegou a 86,1%, o que corresponde a 18,2 milhões dos 21 milhões de pessoas que residiam nas casas onde pelo menos uma pessoa recebeu o auxílio. De acordo com o IBGE, o impacto nessa faixa ficou em 150%. A renda passou de R$ 150,88 para R$ 377,22. As informações são da Agência Brasil.