Pesquisa
AL PERDE QUASE 29 MIL POSTOS DE TRABALHO NO PRIMEIRO SEMESTRE
O Estado encerra primeiros seis meses do ano com uma retração de 8,14% em vagas, diz Caged
Alagoas encerrou o primeiro semestre deste ano com a extinção de 28.766 postos formais de trabalho, segundo dados do Novo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta terça-feira (28), pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O volume - medido pela diferença entre as 40.174 admissões e as 68.940 demissões no período - representa uma retração de 8,14% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em junho, mesmo com a pandemia do novo coronavírus, que provocou o fechamento de serviços considerados não essenciais, Alagoas abriu 863 vagas com carteira assinada - a diferença entre as 5.560 admissões e os 4.697 desligamentos -, um crescimento de 0,27% em relação a maio. O saldo positivo foi puxado pelos municípios de São Miguel dos Campos, que abriu 498 vagas com carteira assinada, e Rio Largo, com a abertura de 471 vagas.
Em contrapartida, a capital alagoana registrou pior resultado em junho, com o fechamento de 339 postos formais de trabalho - a diferença entre as 2.541 contratações e os 2.880 desligamentos. O volume representa uma queda de 0,18% em relação a maio.
No acumulado do ano, Maceió foi o município do Estado que mais fechou postos de trabalho com carteira assinada, com a extinção de 5.725 vagas de trabalho - uma retração de 3,01% em relação ao mesmo período de 2019. Em seguida aparecem Rio Largo, com a extinção de 4.463 vagas, São Miguel dos Campos (com menos 2.930 postos), Coruripe (-2.645) e São José da Laje (-2.328).
Em todo o País, foram fechados 10.984 empregos com carteira assinada em junho. O resultado é a diferença entre as 895.460 admissões e as 906.444 demissões. Entre as unidades da Federação, o melhor resultado de junho foi registrado em Mato Grosso com a abertura de 6.709 postos de trabalho. Em contrapartida, o pior resultado foi no Rio de Janeiro, que fechou 16.801 vagas - uma retração de 0,54% em relação ao mês anterior.
REGIÕES
No recorte por região, o Sudeste liderou as perdas, fechando 28,5 mil vagas. O Nordeste perdeu 1,3 mil. No sentido oposto, houve saldo positivo no Centro-Oeste (10 mil), Norte (6,5 mil) e Sul (1,7 mil). "Qualquer tipo de perda de trabalho não é algo que se comemora, no entanto, [o resultado] é muito expressivo, levando em conta o tamanho dessa pandemia que estamos enfrentando", disse o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco. "O ministro Paulo Guedes (Economia) vinha dizendo que espera uma recuperação em 'V' e a gente demonstra, com os números do Caged, que isso é possível", disse. O governo argumenta que programas emergenciais evitaram dados piores de emprego na pandemia. Uma das medidas citadas foi a que permitiu a suspensão de contratos e redução de jornadas e salários após acordo entre patrão e trabalhador. Até o momento, 14,8 milhões de acordos desse tipo foram firmados por aproximadamente 1,4 milhão de empresas. O setor de serviços responde por 7,2 milhões desse total, seguido por comércio (3,7 milhões), indústria (3,3 milhões) e construção (358 mil). Para bancar a compensação parcial paga a esses trabalhadores, o governo já reservou R$ 21,2 bilhões do Orçamento. Nesta terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou o adiamento da divulgação da Pnad Contínua, que calcula a taxa oficial de emprego no país. O órgão alega haver dificuldade na realização da pesquisa, que era presencial e passou a ser feita por telefone após a pandemia.
ADIAMENTO
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"
Nesta semana, o secretário de Política Econômica do governo, Adolfo Sachsida, disse à Folha que os dados oficiais de emprego não estão captando a real situação do mercado de trabalho e que os índices de desemprego darão um "repique grande" em setembro. Em relação às declarações de Sachsida, Bianco disse que o mercado está reagindo e que não espera mais desemprego. "Obviamente, muitas pessoas saíram da força de trabalho porque os efeitos da pandemia impedem que elas busquem emprego. Mas há uma diferença grande entre o emprego informal e o formal. Por isso, o governo atua nas duas frentes, com o auxílio emergencial aos informais e também com o benefício voltado aos formais", disse As informações são da Folhapress..