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Economia

Racionamento de energia descartado

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A possibilidade do Brasil enfrentar um novo racionamento de energia está completamente descartada. A afirmação é do presidente da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Joaquim Brito. Segundo ele, o setor energético está preparado para dar condições ao País, para que a economia volte a crescer. ?O racionamento não foi provocado por falta de água, mas, sim, por falta de planejamento. Por causa do racionamento de 2001, as pessoas se habituaram a economizar mais energia e não houve, até hoje, uma plena recuperação do consumo. O Brasil vive hoje, uma situação de sobra de energia?, frisou Brito. De acordo com suas informações, até 200,7 existe garantia total de fornecimento energético no País. ?Para que a situação continue confortável após esse ano, o governo federal tem investido muito no setor. Já foram licitadas sete grandes linhas de transmissão para as regiões Norte, Sul e Sudeste. Além disso, a construção de outras usinas geradoras de energia estão sendo retomadas. O Ministério das Minas e Energia voltou a assumir seu papel de elaborar o planejamento de energia elétrica. Por isso, o Brasil pode voltar a crescer que o setor asegura estrutura de energia para isso?, garantiu Joaquim Brito. Ele informou que a Eletrobrás, este ano, investiu R$ 5 bilhões no setor e o governo federal tem investido muito nas fontes renovadas de energia, como energia bio-diesel, bio-massa, eólica e solar. Atualmente, 12 milhões de brasileiros não possuem energia, sendo que 90% deles estão na área rural. Em Alagoas, existem 65 mil famílias sem energia, totalizando cerca de 250 mil pessoas. ?Com o lançamento do programa Luz para Todos, a previsão é que até 2008, todos os brasileiros passarão a ter energia. O programa está orçado em R$ 7 bilhões, sendo que 75% dos recursos serão do governo federal e 25% dos Estados, municípios e distribuidoras de energia. Só com a execução do projeto serão gerados 300 mil empregos?, salientou. Joaquim Brito explicou que o programa Luz do Campo foi retomado no Estado, com investimento de R$ 2 milhões para a conclusão de 75 obras que já foram iniciadas e não concluídas. A partir de janeiro, o Luz do Campo será extinto, para dar lugar ao Luz para Todos. A Ceal pretende, em 2004, levar energia para 20% do total dos 250 mil alagoanos que não possuem esse recurso. A previsão é atender a todos até 2008. ?Também estamos investindo na iluminação pública. O programa Reluz disponibilizou R$ 14 milhões para aplicarmos na modernização e eficiência do setor. Isso vai permitir uma redução de 50% do consumo de energia dos municípios. O programa já está a disposição das prefeituras para ser executado?, ressaltou o presidente da Ceal. Entre os investimentos previstos para Alagoas, para 2004, a Ceal já obteve aprovação da Eletrobrás do projeto técnico para a construção das subestações de Murici, Mata Grande e São Sebastião. ?A partir de janeiro de 2004, a Ceal terá a menor tarifa de energia elétrica do Nordeste, graças a uma negociação favorável para a empresa, de compra de energia da Chesf. Isso permitirá que novos investidores se instalem no Estado?, afirmou Joaquim Brito. (CM)

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