Boletim
PANDEMIA FAZ VENDA DE TECIDOS TER ALTA DE 52%
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As vendas de tecidos em Alagoas apresentou alta de 52% no mês de julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados fazem parte do Boletim do Movimento Econômico, divulgado na quarta-feira (12) pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AL). As atividades econômicas de atacado, varejo e indústria, em seu conjunto, cresceram 11% no período.
Os números evidenciam as mudanças impostas pela pandemia do novo coronavírus. O crescimento nas vendas de tecidos coincide com a obrigatoriedade do uso de máscara decretada pelo governo. As máscaras feitas de tecido são a preferência da população, tendo em vista serem reutilizáveis.
O secretário de Estado da Fazenda de Alagoas, George Santoro, confirma que a alta na venda de tecidos tem ligação direta com o momento vivenciado. “O uso de máscaras é obrigatório, de acordo com os decretos do Governo. Por isso, alavancou as vendas de tecidos em Alagoas”.
O mês de julho marcou a reabertura de diversas atividades econômicas em Maceió, como bares e restaurantes, por exemplo, o que aumentou a circulação de pessoas na cidade e, provavelmente, o aumento na procura pelas máscaras. A confecção deste item também virou fonte de renda para muitas pessoas, como costureiras e informais que passaram a vender.
De acordo com a Sefaz, a aumento é aferido ao avaliar a emissão das notas fiscais eletrônicas emitidas no período. No setor varejistas em geral houve um aumento de 14%, que foi puxado pelo comércio de tecidos, mas também teve outros atores. A segunda maior alta foi registrada na venda de material de construção (48%), logo após aparece o setor varejista de mercadorias (44%).
Santoro avalia que esses percentuais apresentados referentes ao setor de material de construção, demonstram que devido ao isolamento, os consumidores decidiram realizar reparos, e até reformas, em suas residências, justamente por estarem mais tempo em casa.
“O consumidor aproveitou esse momento de pandemia para realizar algumas obras em suas residências o que ocasionou a elevação nas vendas, dando destaque ao comércio de material de construção. Sejam as pequenas reformas ou obras mais complexas, essa decisão de trazer mais conforto ao lar fez com o que o setor da construção atravessasse a crise, neste período, com crescimento relevante”, avaliou o secretário.
Os hipermercados e supermercados, que nos últimos meses figuravam com as maiores altas, em julho ficaram na terceira posição, 38% de crescimento. Os medicamentos tiveram alta de 21%.
Quem continua a apresentar índices negativos é o setor de vestuário, que recuou 37%,. a venda de calçados também teve o mesmo percentual de queda, 37%. Completa o ranking negativo o comércio de veículos, que vendeu 16% a menos em julho de 2020 que no mesmo mês do ano passado.
Já o setor de Atacado teve, no contexto geral, um crescimento de 7%. Analisando individualmente, se destacaram positivamente as atividades de material de construção (81%) e Alimentos (24%). Considerando os pontos negativos evidenciou-se queda no atacado de mercadorias em geral (-20%) e produtos químicos (-11%).
A indústria no geral teve crescimento aproximadamente de 10%, tendo de forma individual se destacado positivamente a indústria de resinas (41%), acompanhada da indústria química (36%), e houve redução nas atividades de cloro e álcalis (-72%), fabricação de açúcar (-35%), fabricação em geral (-31%) e petróleo e gás (-22%).
* Sob supervisão da editoria de Economia.