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ENDIVIDAMENTO DO MACEIOENSE AVANÇA 13,31% EM JULHO

No mês passado, 219 mil consumidores estavam endividados na capital alagoana, segundo levantamento da Fecomércio-AL

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O endividamento do consumidor de Maceió aumentou 13,31% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Pesquisa de Endividamento do Consumidor (Peic) divulgada nesta quinta-feira (13, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). De acordo com o levantamento, no mês passado havia 219 mil consumidores endividados na capital alagoana. Na comparação com junho, houve uma alta de 0,8%. Em números absolutos, representa uma aumento 1.750 consumidores a mais na passagem de um mês para outro. Para o assessor econômico da Fecomércio-AL, Felippe Rocha, o motivo do endividamento é devido à facilidade para adquirir crédito pré-aprovado em cartões. “Os cidadãos estão em suas mãos com um meio de empréstimo fácil. O uso do cartão de crédito foi responsável por 92,7% dos motivos do endividamento”, afirma o economista. Segundo a pesquisa, outras formas mais utilizadas na aquisição de crédito foram os carnês de lojas, com 21,2% da preferência, e o empréstimo pessoal (7,2%). “Vale lembrar que os cidadãos podem marcar mais de uma opção, então não há necessidade de fechar em 100%”, justifica a entidade, por meio de assessoria de imprensa. Dentre os 92 mil que estão atrasando suas contas, para 42,4% ainda existe outro membro familiar residente na mesma moradia que também encontra dificuldades de fechar seus pagamentos em dia. Para 57,6%, apenas ele ou ela estão nessa situação. O tempo em que esses consumidores passam sem pagar suas dívidas é, em média, de 74,7 dias. Já para os 53 mil inadimplentes, apenas 9,5% indicaram que terão possibilidade de quitar integralmente suas dívidas e sair dessa condição.

Outros 17,6% informaram que pagarão parcialmente e, por isso, vão renegociar. Para 58% não haverá possibilidade de renegociação e permanecerão na condição de inadimplência. No geral, os endividados estão passando, em média, cerca de 6,4 meses mantendo dívidas e comprometendo 28,3% da sua renda. Em todo o País, o percentual de famílias com dívidas atingiu 67,4% em julho, o maior nível da série histórica da Peic feita pel a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O crescimento se deve ao aumento do endividamento das famílias com até 10 salários mínimos de renda, que chegou ao recorde de 69% em julho, acima dos 68,2% de junho e dos 65,4% de julho de 2019. Por outro lado, o grupo de famílias com renda superior a esse patamar teve uma redução do endividamento, chegando a 59,1% em julho, abaixo dos 60,7% em junho. Apesar disso, o percentual ficou acima dos 58,7% de julho de 2019. "As necessidades de crédito têm aumentado para as famílias com menor renda, seja para pagamento de despesas correntes, seja para manutenção de algum nível de consumo", analisa a CNC em texto de divulgação da pesquisa, que compara: "por outro lado, para as famílias de maior renda, tem aumentado a propensão a poupar". As informações são da Agência Brasil.

Na passagem de julho para julho, 1.750 consumidores de Maceió estavam endividados
Na passagem de julho para julho, 1.750 consumidores de Maceió estavam endividados | Foto: © Ailton Cruz

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