Combustíveis
GASOLINA ALAGOANA É A SEGUNDA MAIS CARA DO NORDESTE
Em média, o preço do combustível foi vendido nos postos locais a R$ 4,543 na primeira quinzena de agosto, aponta levantamento
O preço média da gasolina comercializada nos postos alagoanos atingiu R$ 4,543 na primeira quinzena de agosto - uma alta de 1,93% em relação à média de julho, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (18), pela empresa de pagamento eletrônico ValeCard.
De acordo com os dados, nas duas primeiras semanas deste mês, o Piauí registrou a gasolina mais cara da região, com R$ 4,657, um avanço de 5,33% em relação ao mesmo período do mês anterior. Já a gasolina mais barata do Nordeste foi encontrada na Paraíba, a R$ 4,266. Mesmo assim, o valor representa um aumento de 2,42% em relação a julho.
Em todo o País, o preço médio da gasolina comum na primeira quinzena de agosto atingiu R$ 4,40, o maior valor desde março, quando teve início a pandemia do novo coronavírus. Em março deste ano, o litro do combustível custava R$ 4,59 em média.
Depois disto, foram sucessivas quedas até que os preços voltaram a subir em junho. Na comparação com o mês anterior, em que a gasolina era encontrada por R$ 4,34 na média nacional, o aumento foi de 1,27%.
Na comparação nacional, o preço médio da gasolina alagoana é o sétimo mais alto. Nas primeiras duas semanas de agosto, a maior alta foi registrada no Piauí. Já o Amazonas teve a maior redução percentual: em julho, o litro valia R$ 4,17 nos postos do estado. Nas primeiras semanas deste mês, a cotação caiu para R$ 4,01.
Em nota, a ValeCard ressalta que os preços mais caros da gasolina refletem a retomada das atividades econômicas após a crise causada pela pandemia no mundo, que diminuiu a circulação de veículos no Brasil nos primeiros três meses desde que o período de quarentena foi implementado no País. Esta é a primeira quinzena em que passou a vigorar o novo padrão para a gasolina comercializada no País, de acordo com resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicada no início deste ano. O maior benefício da mudança é o aumento da densidade, o que, na prática, pode aumentar a eficiência, diminuir o risco de evaporação do produto no verão brasileiro e aumentar a durabilidade dos novos motores produzido pelas montadoras. Especialistas afirmam, no entanto, que a nova gasolina deve provocar aumento no preço do produto para o consumidor final.