Tributos
PANDEMIA FAZ ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS CAIR 14,8% EM ALAGOAS
Em números absolutos, retração representa R$ 826 milhões a menos de impostos recolhidos
A arrecadação de impostos recuou 14,8% em Alagoas durante a pandemia do novo coronavírus. Dados do Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo, mostram que o alagoano pagou R$ 4,7 bilhões em tributos entre os dias 11 de março deste ano – quando foi declarada a pandemia – e essa quarta-feira (19). No mesmo período do ano passado já haviam sido pagos R$ 5,5 bilhões. São R$ 826 milhões a menos, em números absolutos.
No acumulado do ano, o recuo também é de 14,8%. Desde que 2020 começou, até às 18h dessa quarta-feira (19), os alagoanos já pagaram R$ 7 bilhões em impostos. No mesmo período de 2020, a marca era de R$ 8,2 bilhões. Os impostos arrecadados em Alagoas este ano representam 0,46% de toda a arrecadação do País.
Em números absolutos, a queda de arrecadação em 2020 representa, até o momento, R$ 1,226 bilhão a menos nos cofres públicos. Para efeitos de comparação, este valor equivale a quase todo o ganho estimado pelo Estado para a alta temporada do turismo que findou em março, que era de R$ 1,092 bilhão.
Em nível nacional, o percentual de queda na arrecadação durante a pandemia ficou em 13,3%, um pouco menor do que o registrado em Alagoas. Saindo R$ 1,004 trilhão em 2019 para R$ 870 milhões este ano, o que representa perda de arrecadação na ordem de R$ 134 milhões.
No acumulado do ano, o percentual de queda da arrecadação nacional é de 17,5%. Até o dia 19 de agosto de 2019, os brasileiros pagaram R$ 1,563 trilhões. Já no mesmo período deste ano a arrecadação ficou em R$ 1,289 trilhão. São R$ 274 bilhões de reais a menos.
CAPITAL
Os dados do impostômetro referentes aos Estados e à União englobam os impostos das três esferas. Todavia, analisados apenas os impostos municipais, a capital alagoana conseguiu aumentar a arrecadação mesmo com a pandemia. Os números mostram que desde que pandemia foi declarada em 11 de março de 2020 até às 18h dessa quarta-feira (19), o município arrecadou R$ 388 milhões de reais em tributos municipais. O valor é 60% maior do que os R$ 242 milhões arrecadados no mesmo período de 2019. O aumento de 60% na arrecadação municipal de Maceió também é registrado no período de 1° de janeiro até às 18h dessa quarta-feira (19). O município saiu de uma arrecadação de R$ 359 milhões neste período em 2019 para R$ 575 milhões em 2020. Em números absolutos são R$ 216 milhões de reais a mais. Em Pindoba, município alagoano com o menor número de habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde a população é de 2.954 pessoas, a arrecadação municipal aumentou 235% durante pandemia. Foram arrecadados R$ 1,6 milhão desde que a pandemia começou. No mesmo período de 2019 a arrecadação de tributos foi e R$ 478 mil. A queda na arrecadação da União e dos Estados pode ser explicada porque, segundo os dados do Impostômetro, tributos estaduais como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e federais como o Imposto de Renda (IR), que atingem mais a população, inclusive no dia a dia, pesam mais na arrecadação total do que os municipais.
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Os dados do Impostômetro mostram que os trabalhadores brasileiros, até agora, vão ter que dispensar trabalhar 151 dias somente para o pagamento de impostos. De acordo com a ferramenta, aplicado na poupança, os tributos arrecadados até essa quarta-feira (19) no País renderiam juros na ordem de R$ 302, 673 milhões por dia. Por minuto, o rendimento seria de R$ 210 mil. Se fossem impressos em notas de R$ 100, para transportar os tributos pagos pelos brasileiros até essa quarta-feira (19) seriam necessários 515 containers de 20 pés.
* Sob supervisão da editoria de Economia.