Pandemia
DESEMPREGO AVANÇA PARA 15,7% EM ALAGOAS EM JULHO, APONTA IBGE
De acordo com o levantamento, 169 mil alagoanos estavam desocupados no mês passado
A taxa de desemprego avançou para 15,7% em Alagoas no mês passado - um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior - segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Mensal (Pnad Covid19) divulgada nesta quinta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, 169 mil alagoanos estavam desocupados no mês passado - o que fez a população ocupada no Estado recuar de 34,9% para 36,1% na passagem de junho para julho.
Segundo o IBGE, dos 144 mil trabalhadores ocupados e afastados do trabalho em julho, cerca de 44 mil (30,4%) estavam sem a remuneração do trabalho. No mês anterior, 44,8% ficou sem remuneração em um universo de 213 mil afastados. Também houve queda no número de pessoas que estavam afastadas do trabalho por conta do distanciamento social, saindo de 217 mil em maio para 113 mil em julho.
O levantamento do IBGE também aponta uma redução no número de trabalhadores informais no segundo trimestre. De acordo com os dados, eram 425 mil alagoanos em maio, 393 mil em junho e 372 mil em julho. Com isso, a taxa de informalidade passou a ser de 41% em julho, ante os 43,8% em maio.
Para o cálculo da taxa de informalidade da população ocupada, o IBGE considera os grupos de empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada, empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada, empregador sem registro no CNPJ, trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ e trabalhador familiar auxiliar.
Em todo o País, os pedidos de seguro-desemprego de trabalhadores com carteira assinada continuam a cair, depois de dispararem nos últimos meses por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19,. Nos 15 primeiros dias do mês, o total de pedidos recuou 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Desde o início de junho, o indicador está em queda. Na primeira metade do mês, 216.350 benefícios de seguro-desemprego foram requeridos, contra 274.827 pedidos registrados nos mesmos dias de 2019. Ao todo, 64,3% dos benefícios foram pedidos pela internet na primeira quinzena do mês, contra apenas 2,4% no mesmo período de 2019.
O levantamento foi divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, e considera os atendimentos presenciais – nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) e das Superintendências Regionais do Trabalho – e os requerimentos virtuais.
Apesar da queda em agosto, os pedidos de seguro-desemprego continuam em alta no acumulado do ano, tendo somado 4.737.572 de 2 janeiro a 15 de agosto de 2020. O total representa aumento de 9,1% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, que foi de 4.343.212.
No acumulado do ano, 55,2% dos requerimentos de seguro-desemprego (2.613.515) foram pedidos pela internet, pelo portal gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 45,9% dos benefícios (2.124.057) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,5% dos requerimentos (4.277.397) tinham sido feitos nos postos do Sine e nas superintendências regionais e apenas 1,5% (65.815) tinha sido solicitado pela internet.
Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que os dados indicam que muitos trabalhadores continuam aguardando a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego.
PERFIL
Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de agosto, a maioria é masculina (60,4%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (32,9%) e, quanto à escolaridade, 59,1% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, serviços representou 43,1% dos requerimentos, seguido por comércio (26,1%), indústria (14,9%) e construção (9,9%). Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (65.302), Minas Gerais (23.985) e Rio de Janeiro (17.357) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (96,9%), Sergipe (87,8%) e Tocantins (84,2%). Com informações da Agência Brasil.