Varejo
COMÉRCIO DE AL ADERE À SEMANA BRASIL PARA AQUECER VENDAS
Iniciativa do governo federal, evento acontecerá entre os dias 3 e 13 de setembro, em todo o País
Com o quarto pior desempenho do País em junho, quando as vendas recuaram 10,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio de Alagoas participa, entre os dias 3 e 13 de setembro, da segunda edição da Semana Brasil, evento que tem como objetivo de reaquecer as vendas do setor.
A iniciativa é da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações (Secom), conta com o apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e está sendo coordenada pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).
As empresas interessadas em aderirem ao movimento devem se cadastrar no site da campanha (http://semanadobrasil.com/), realizando a ambientação dos espaços físicos e virtuais com a marca do evento que, para 2020, tem como tema “Todos juntos com segurança pela retomada e o emprego”. Os consumidores também podem se cadastrar para receberem, gratuitamente, ofertas, promoções e descontos.
A expectativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio -AL), que apoia o evento local, é de reaquecimento nas vendas do comércio alagoano, após a reabertura do setor. “Esperamos que o período seja de estímulo à economia, reconduzindo nosso comércio ao crescimento, pois, quando o comércio se desenvolve, novos postos de trabalho surgem, gerando emprego e renda numa cadeia positiva”, avalia o presidente da entidade, Gilton Lima. A Fecomércio informa que na primeira edição, ano passado, 14 mil empresas participaram da campanha e, segundo dados da Ebit/Nielsen divulgados pela governo federal, as vendas online cresceram 41% durante a Semana Brasil em relação ao mesmo período de 2018. As vendas no varejo registraram crescimento nominal de 11,3% no mesmo período, segundo levantamento da Cielo. A expectativa do governo é de que o evento em 2020 traga resultados ainda melhores para a economia. Como a Gazeta mostrou, as vendas do comércio alagoano registraram a quarta maior retração do País em junho, à frente apenas do Amapá, que registrou tombo de 14,8%, Bahia (-12,6%) e Distrito Federal (-10,6%). Junho foi é o primeiro mês em que o comércio alagoano voltou a funcionar depois do decreto de isolamento do governo do Estado proibindo a abertura de serviços considerados não essenciais devido à pandemia de Covid-19. O desempenho do mês passado é o segundo pior desde a pandemia. Com uma retração de 25,9%, abril aparece em primeiro lugar, seguido de maio, que registrou queda de 19,4%. Na comparação com maio - quando o comércio ainda estava proibido de funcionar -, as vendas em Alagoas no mês de junho registraram crescimento de 6,6%. Com o resultado de junho, as vendas no comércio local registram uma retração de 10,2% no acumulado do ano. Em doze meses, o setor acumula uma queda de 5,5%.
VAREJO AMPLIADO
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No comércio varejista ampliado - que inclui a venda de veículos, motos, partes e peças e de material de construção -, os negócios em Alagoas registraram queda de 6,7% em junho, na comparação com igual mês do ano passado. Na comparação com maio, as vendas aumentaram 10,5%.
No acumulado do ano, o varejo ampliado alagoano acumula retração de 9,6%, e queda de 3,3% em doze meses.
RECEITA NOMINAL
Em junho, a receita nominal do comércio varejista alagoano recuou 6,6% na comparação com junho de 2019. Em relação a março, a receita aumentou 6,8%. No acumulado do ano, o setor acumula uma retração de 6,7%. Já em doze meses, a receita recuou 2,7%.