Economia
Emprego industrial cresce pelo 2� m�s, mas renda cai
Rio - A recuperação da economia brasileira já começa a ter reflexos positivos no emprego industrial, que mostrou recuperação pelo segundo mês consecutivo em setembro. No entanto, esse início de reação do mercado de trabalho ainda não ajudou a elevar a renda do trabalhador. Segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre agosto e setembro o nível de emprego industrial teve alta de 0,8% já excluídas as influências sazonais do período. Essa tendência de crescimento havia sido iniciada em agosto, quando houve expansão de 0,1% no total de postos de trabalho. Por outro lado, os rendimentos dos empregados da indústria registraram em setembro queda de 0,6%, o segundo recuo mensal consecutivo. No acumulado dos nove primeiros meses do ano a queda da renda já chega a 5,9%. O movimento oposto entre emprego e renda pode ser explicado pela permanência do índice de desemprego em patamares elevados - apesar do crescimento dos últimos dois meses, o nível de emprego apresenta queda de 0,4% no acumulado deste ano. Com o mercado de trabalho desaquecido, fica mais difícil para o trabalhador obter reajustes e mais fácil para os empresários contratarem mão-de-obra barata. No entanto, se a economia brasileira continuar a crescer nos próximos meses o mais provável é que o trabalhador acabe sendo beneficiado por reajustes.