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APESAR DA PANDEMIA, VENDA DE IMÓVEIS TEM ALTA DE 32,5% EM MACEIÓ

Sinduscom revela que oferta de novos empreendimentos recuaram, mas o setor se manteve aquecido no segundo trimestre do ano

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Mercado imobiliário de Maceió se manteve aquecido, apesar da pandemia de Covid-19, segundo dados do Sinduscom
Mercado imobiliário de Maceió se manteve aquecido, apesar da pandemia de Covid-19, segundo dados do Sinduscom -

Apesar de os lançamentos de novas unidades habitacionais em Maceió seguirem uma tendência de queda nacional devido ao novo coronavírus, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) , as vendas de imóveis na capital registraram um avanço de 32,5% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período de 2019. Os dados são do Sindicato da Construção Civil de Alagoas (Sinduscom). Segundo o presidente da entidade, Alfredo Brêda, o impacto dos números na capital, onde o número de negócios fechados costuma ser maior em relação ao interior do Estado, fez com que a procura por imóveis superasse as expectativas e manteve as negociações aquecidas no período. “De fato, se comparados os dados do ano passado, ocorreram menos oferta de lançamentos. Mas a verdade é que lançamos menos, mas vendemos mais. O fato é que as pessoas querem comprar imóveis em algumas áreas que não existem mais. Com isso, tivemos um saldo positivo em relação ao ano passado”, revelou Alfredo. Na prática, o aumento na região Nordeste correspondeu a 5%, o que é importante já que em relação a outros setores os índices negativos acabaram gerando retração, demissão e demora para que se recuperem. Segundo Brêda, alguns fatores favoreceram para a aquisição de imóveis, entre eles a busca de pessoas oriundas dos bairros afetados pela Braskem, novos casamentos, separações e até mesmo a circulação de dinheiro garantida pelo governo federal.

E essa tendência deve continuar até o final do ano, porque como a economia não parou totalmente, já que houve circulação de dinheiro com os auxílios emergenciais e a liberação dos Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também em caráter emergencial, acabou favorecendo ao setor da construção por conta do consumo de material.

Esse fator, porém, conforme lembrou Alfredo, acabou por afetar a cadeia da construção formada por outro produtos como PCV, aço, cimento, entre outros. Isso, consequentemente provocou escassez de matéria-prima que influenciou no aumento de custos. “E isso, associado à necessidade de novos lançamentos, deve provocar um aumento de preços”, destacou Alfredo. Por outro lado, o otimismo tem marcado o setor imobiliário, já que a Caixa anunciou a redução de juros para a compra da casa própria para as faixas de alcance do ex-Minha Casa, Minha Vida, que agora vai se chamar Casa Verde Amarela. Conforme os dados anunciados pelo governo, as taxas ficarão entre 4,25% e 4,5%. Na prática, isso significa que as empresas, ao passo em que estarão se capitalizando, naturalmente irão movimentar o setor para o investimentos em imóveis de outros perfis econômicos. Confiando nisso, o segmento em Alagoas se prepara para um grande feirão da Casa Própria para o mês de outubro, com financiamentos de até R$ 500 mil reais.

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