Pnad Contínua
ALAGOAS TEM A 3ª MAIOR TAXA DE DESEMPREGO DO PAÍS
No segundo trimestre deste ano, a desocupação avançou 1,3 ponto percentual, atingindo 17,8%, aponta o levantamento do IBGE
Alagoas registrou a terceira maior taxa de desemprego do País no segundo trimestre deste ano, atingindo 17,8% - um avanço de 1,3 ponto percentual em relação aos primeiros três meses do ano, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior taxa no período foi registrada na Bahia, com 19,9%, seguido de Sergipe (19,8%). Os três Estados estão acima da média nacional de 13,3%.
Além de ter ficado com a terceira maior taxa de desemprego do País entre abril e junho, Alagoas também ficou com a segunda maior taxa de subutilização entre as 27 unidades da federação, com 46,4% do pessoal ocupado. O percentual só é menor do que os 47,8% registrados no Piauí. O IBGE considera subutilização quem está desocupado, subocupado por insuficiência de horas trabalhadas e a força de trabalho potencial.
O Estado também amarga a segunda maior taxa de pessoas desalentadas - aquelas que tanto procurar trabalho há pelo menos dois anos, acabaram desistindo -, com 20,7%. O índice só é menor do que o do Estado do Maranhão, que encabeça o ranking com uma taxa de desalentados de 21,6%.
O levantamento do IBGE mostra ainda que a taxa de alagoanos que trabalham por conta própria atingiu 26,6% no segundo trimestre. O percentual está relativamente igual à média nacional de 26%. Nesse segmento, o Amapá apresenta a maior taxa, com 36,7. Já o Distrito Federal tem o menor índice, com 19,1%.
Já a taxa de trabalhadores com carteira assinada em Alagoas atingiu 65,6% no segundo trimestre - a oitava menor do País. A maior taxa de trabalhadores formais no período foi registrada em Santa Catarina, onde 90,5% dos trabalhadores são formalizados. Já a menor taxa ocorreu no Maranhão, com 53,7%.
RENDIMENTO MÉDIO
A Pnad Continua revela também que Alagoas registrou o terceiro menor rendimento médio do País no segundo trimestre, com R$ 1.549. O Maranhão ocupa o primeiro lugar do ranking, com R$ 1.426, seguido do Piauí (R$ 1.495. As unidades da federação com maiores rendimentos foram o Distrito Federal (R$ 4.009), São Paulo (R$ 3.167) e Rio de Janeiro (R$ 3.162). A pesquisa também revelou que a taxa de trabalhadores alagoanos que trabalham na informalidade é de 46,4% no segundo trimestre. Entre as unidades da federação, as maiores taxas foram registradas no Pará (56,4%), Maranhão (55,6%) e Amazonas (55,0%) e as menores em Santa Catarina (25,8%), Distrito Federal (26,0%) e São Paulo (28,6%). A média nacional de rendimento médio no período foi de R$ 2,5 mil,diz o IBGE.