Pnad
NÚMERO DE DOMICÍLIOS ALAGOANOS QUE PEGARAM EMPRÉSTIMO É DE 33%
Empréstimo foi uma realidade em 48 mil domicílios de Alagoas em agosto, 12 mil a mais que julho
O número de domicílios alagoanos em que algum morador pegou dinheiro emprestado aumentou 33% na passagem de julho para agosto, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os números, o empréstimo foi uma realidade em 48 mil domicílios de Alagoas no mês passado, 12 mil a mais que julho.
De acordo com os dados, a maior fonte de empréstimo para os alagoanos foi banco ou alguma instituição financeira. Esta foi a escolha em 40 mil lares do Estado. Logo depois aparecem os amigos ou parentes, eles foram a fonte de empréstimo para pessoas em 7 mil domicílios de Alagoas.
Em outros mil lares, as pessoas escolheram outro local ou pessoa para pedir o socorro financeiro. Mas, segundo o IBGE, em Alagoas, ninguém recorreu mesmo foi ao patrão para pedir empréstimo. Nem em julho, nem em agosto.
Os números mostram também que o pedido de empréstimo foi mais comum entre as famílias mais abastadas do que entre os mais pobres. De acordo com o IBGE, o pedido de socorro financeiro foi uma realidade em 12,7% dos lares alagoanos em que os moradores possuem renda per capita igual ou superior a quatro salários mínimos. Em julho, esse percentual era de 5,8% entre estas famílias. Ou seja, na passagem de um mês avançou 6,9 pontos percentuais.
Logo em seguida aparecem as famílias com renda entre dois a menos de quatro salários mínimos per capita. Neste grupo, o pedido de empréstimo foi uma realidade para 8,4% deles. Em julho este percentual era de 8,2. Entre as famílias com renda entre um e menos de dois salários, 6,6% pediram empréstimos em agosto. Em julho eram 4,9% neste grupo. Entre as famílias mais pobres, o percentual das que pediram empréstimos é menor. Para as que possuem renda entre meio e menos de um salário mínimo, o empréstimo foi uma realidade para 4,9% em agosto, e em julho era de 4,5%. Já para as famílias com renda per capita inferior a meio salário mínimo, o empréstimo estava presente em 5,8 delas em agosto e 4,6% em julho. Em números absolutos, este é o 8° menor número do Brasil e o 2° menor do Nordeste, atrás somente do Piauí, que registrou 43 mil lares em que alguém pediu empréstimo. Em nível nacional, do total de 68,7 milhões de domicílios no País, em 4,1 milhões (6%) o empréstimo foi uma realidade. Em comparação com o mês de julho, foi observado um aumento do percentual de domicílios nos quais algum morador teve a solicitação de empréstimo foi atendida (1,3 p.p.).
DESOCUPAÇÃO
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Conforme mostra a Gazeta na edição desta semana, a taxa de desocupação em Alagoas avançou para 16,4% em agosto - um aumento 0,7 ponto percentual em relação a julho -, fazendo com o Estado atingisse o sexto maior índice do País, segundo a Pnad Covid-19. De acordo com os dados, o número de desocupados no Estado passou de 169 mil em julho para 183 mil em agosto - um aumento de 14 mil pessoas entre um mês e outro. Entre maio e agosto - meses marcados pelo isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus-, o índice de desocupados em Alagoas subiu 29,7%, saltando de 141 mil para 183 mil alagoanos que estavam desempregados. Já o número de alagoanos que estavam trabalhando na informalidade aumentou 4,5% em agosto, na comparação com julho, atingindo 389 mil alagoanos. No mês anterior, esse número era de 372 mil, segundo a Pnad Covid-19. Por outro lado, o número de pessoas ocupadas em Alagoas aumentou de julho para agosto, saltando de 909 mil para 928 mil entre um mês e outro. Com isso, o nível da ocupação saltou de 34,9% para 35,7%.