Economia
D�lar sobe com impasse na vota��o da Previd�ncia
São Paulo - O dólar subiu 0,47% e fechou a R$ 2,935, perto da cotação máxima do dia (R$ 2,938). Pressionaram a moeda americana o impasse na votação da reforma da Previdência no Senado e uma declaração mais conservadora da agência Standard & Poor?s sobre as chances de melhora do rating (nota de risco) do Brasil no curto prazo. ?O mercado dava como certa a votação da reforma da Previdência ontem e se preocupou com essa reunião de última hora convocada pelo presidente do Senado, José Sarney, e a declaração do líder do PMBD, Renan Calheiros [de que não há acordo em torno do subteto do funcionalismo nos Estados]?, afirma. Segundo Farah, o dólar estava tentando ficar abaixo dos R$ 2,92 antes dessas notícias. Na mínima do dia, foi negociado a exatos R$ 2,92, uma leve queda de 0,03%. Ontem, a S&P jogou uma ducha de água fria nas expectativas do mercado de que uma melhora do rating do Brasil ocorra no curto prazo. Ontem, a representante da agência de classificação de risco havia sugerido que a S&P pode elevar a perspectiva da nota do país, de estável para positiva. Mas isso não significa que uma melhora do rating ocorra logo em seguida. ?Ontem, o mercado esperava que a perspectiva do rating fosse melhorada no curto prazo, em três meses. Agora, a avaliação é de que isso pode demorar mais?, afirma Farah. Risco-Brasil O mercado de títulos da dívida permaneceu aquecido, com os investidores migrando para outros mercados em meio a instabilidade na cena internacional após ataques terroristas na Turquia e no Iraque. O C-Bond subiu 0,25%, negociado a 96,62% do valor de face. Ontem, o papel registrou novo recorde, ao marcar 96,75% de seu valor de face. O prêmio de risco Brasil, medido pelo Banco JP Morgan, caiu 0,18%, para 542 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano.