Economia
D�lar recua 0,13% e bolsa bate recorde
São Paulo - Após subir até 0,50% e ser negociado pelo maior valor do mês, na máxima de R$ 2,963, o dólar mudou de direção e fechou em leve queda de 0,13%, cotado a R$ 2,944, interrompendo uma sequência de duas altas. Em uma sessão de poucos negócios, por causa do fechamento do mercado americano em dia de feriado (Dia de Ação de Graças), as cotações passaram a cair devido à venda de divisas atribuída ao banco alemão Deustche Bank. Segundo o analista do banco holandês Rabobank, Jorge Kattar, a ligeira queda do dólar pode ser considerada como pontual, em uma semana marcada por pressões dos bancos credores da dívida cambial do governo. Essas instituições inflam as cotações, porque querem receber mais reais no dia do vencimento. É o valor médio da moeda (Ptax, no jargão técnico) da véspera do vencimento que define a remuneração dos papéis que vão ser resgados. Na próxima segunda, vence uma dívida de US$ 2,2 bilhão ? só 15% desse montante foi renovado pelo Banco Central. Hoje, o dólar deve fechar os negócios de novembro acumulando uma alta mensal, após as quedas em outubro (-0,9%) e setembro (-2,92%). Se encerrar na casa de R$ 2,95, a moeda terá acumulado neste mês uma alta em torno de 3%. Será a maior valorização mensal desde julho último (+4,39%). Recorde na bolsa Impulsionada pelas ações do setor de energia, a Bovespa cravou uma nova pontuação recorde. Subiu 1,35%, aos 19.960 pontos. Mas o volume de negócios foi fraco, refletindo a ausência dos investidores americanos, que não trabalharam devido ao feriado (Dia de Ação de Graças). O giro somou menos de R$ 630 milhões, abaixo da média diária do mês de quase R$ 1 bilhão. Hoje, a Bolsa paulista deve fechar novembro como a melhor aplicação financeira do mês. O principal índice de ações acumula alta de 11%. No ano, os ganhos já ultrapassam 77%.