Economia
Greenpeace denuncia riscos
Para o Greenpeace os transgênicos representam, sim, riscos ao meio ambiente e à saúde. De acordo com informações disponibilizadas no site da entidade: www.greenpeace.com.br. Dentre os riscos para o meio ambiente, são apontados a poluição genética, a perda de biodiversidade, o surgimento de ervas daninhas resistentes a herbicidas, o aumento do uso de agrotóxicos e a perda da fertilidade natural do solo. A poluição genética, segundo os ambientalistas do Greenpeace, se dá através do cruzamento de variedades transgênicas com variedades selvagens e convencionais. ?Isso está acontecendo com o milho, no México, e já foi comprovado cientificamente. Esse cruzamento causa a perda de biodiversidade e é irreversível e incontrolável, uma vez que estamos falando de seres vivos, que se reproduzem sozinhos. A biodiversidade é fundamental para a manutenção do equilíbrio genético e, também, uma fonte de conhecimento e soluções para a humanidade?, afirmam. No entanto ? continuam -, a perda de biodiversidade não se dá apenas pela poluição genética. Um exemplo são as plantas que produzem toxinas inseticidas, como o milho transgênico. O milho geneticamente modificado foi criado para combater insetos que afetam as plantações, mas acaba prejudicando também insetos benéficos. É o que está acontecendo com as borboletas Monarca, que não são prejudiciais às plantações, mas que estão sendo dizimadas por causa da propriedade inseticida do milho Bt. Superpragas Outro problema ambiental grave causado pelos transgênicos, aponta o Greenpeace, é o aparecimento de superpragas e ervas daninhas resistentes a herbicidas. ?No caso das superpragas, - diz o site da organização - como o ciclo de vida dos insetos é muito curto, eles desenvolvem resistência à toxina produzida pelo milho Bt, pois estão permanentemente em contato com a planta?. Já as ervas daninhas resistentes aparecem por causa da aplicação contínua de apenas um tipo de herbicida sobre a plantação. Já foram identificadas daninhas resistentes nos EUA e também no Brasil. Para o combate das superpragas e das ervas daninhas resistentes, é necessária a aplicação de agrotóxicos em maior quantidade ou mais tóxicos. E o uso cada vez maior de agrotóxicos, além de deixar mais resíduos nas plantações, acaba também contaminando o solo e a água existente nos lençóis freáticos que ficam abaixo das plantações de variedades transgênicas. Dentre os riscos para a saúde, o Greenpeace aponta estudos reveladores, mostrando que algumas variedades transgênicas podem prejudicar seriamente o tratamento de algumas doenças de homens e animais. ?Isto ocorre porque alguns cultivos possuem genes de resistência antibiótica. Se o gene resistente atingir uma bactéria nociva, pode conferir-lhe imunidade ao antibiótico, aumentando a lista, já alarmante, de problemas médicos envolvendo doenças ligadas a bactérias imunes?.