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Transg�nicos: lucro de R$ 200 por hectare

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FÁTIMA ALMEIDA Os benefícios que os transgênicos podem trazer para a agricultura alagoana foram destacados pelo especialista em engenharia genética, professor da Unicamp Marcelo Menossi, em palestra realizada na última sexta-feira em Maceió. Segundo ele, os lucros para os agricultores chegam a uma média de R$ 200 por hectare, em função da redução na quantidade de herbicidas usada na plantação, lucros esses que, por esse aspecto, revertem-se, conseqüentemente, em benefícios ambientais e à saúde humana, na sua avaliação. Por outro lado o especialista não esconde (e nem poderia, porque a polêmica está no ar) a possibilidade de virem com eles, também, problemas de saúde, em forma de alergias e outras modalidades patológicas. ?É por isso que a gente estuda, faz testes, antes de o produto chegar à mesa do consumidor. É lógico que ele causa também impactos ao meio ambiente. Mas isso a agricultura tradicional também causa. O que é preciso analisar é se esse impacto é menor, igual ou maior do que o que se pratica hoje?, disse ele, destacando que a preocupação dos especialistas é exatamente produzir transgênicos cujo impacto seja, no máximo, igual, mas sempre procurando torná-lo menos do que o provocado pela cultura convencional. Na sua opinião, tentar impedir que o Brasil pesquise os transgênicos é aniquilar o seu desenvolvimento tecnológico. ?O que a gente quer é que o governo deixe os pesquisadores fazerem seu trabalho. O pessoal da Embrapa, que fez o feijão resistente ao vírus, quase perdeu as sementes porque não tinha autorização de multiplicá-las. Parece até que estamos fazendo experimentos com a bomba atômica, quando estamos trabalhando, na realidade, para o lado benéfico da agricultura?, destacou ele. Para Marcelo Menossi o transgênico não deve ser encarado como alimento, e sim como medicação. Um exemplo disso é o milho produzido na Unicamp, cuja semente desenvolve hormônio de crescimento. ?É uma tecnologia muito boa, mas não vai ser usada como alimento. É um remédio?.

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