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Estados do Nordeste v�o ganhar centros tecnol�gicos

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Brasília - O deputado federal cearense Ariosto Holanda (PSDB) informou na última sexta-feira, no plenário da Câmara dos Deputados, que mais 14 estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo Minas Gerais, vão assinar, no início deste ano, novos convênios com o Ministério da Ciência e Tecnologia para a implantação de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVT). Serão 20 unidades por estado, interligadas por uma rede de videoconferência, as Infovias. Por meio da Secretaria de Inclusão Social, o Ministério já assinou convênio com 10 estados do Nordeste e o Espírito Santo, que garantem a implantação de 20 CVTs por estado, ao longo de três anos, com recursos imediatos para os primeiros 10 centros, diz Ariosto. ?O Ministério da Ciência e Tecnologia, ao adotar tal programa e política, merece não só o nosso apoio como o nosso aplauso?, afirmou. ?Como nunca foram equacionados os meios para levar os conhecimentos tecnológicos a todo território nacional?, Ariosto calcula que 97% dos municípios brasileiros desconhecem a ação do Ministério da Ciência e Tecnologia. No sentido de suprir esta deficiência, segundo ele, o Ministério inova e cria o programa de CVT e Infovias, voltados para assistência técnica, tendo como modelos de referência os projetos do Centro de Ensino Tecnológico de Limoeiro do Norte, o CVT de Beberibe e as Infovias de Desenvolvimento, no Ceará. De acordo com o deputado, como o raio de ação de um CVT cobre em média 10 municípios, se o Ministério vier a implantar 20 unidades em cada Estado, praticamente cobrirá todos os municípios do País. ?Os CVTs são unidades tecnológicas voltadas para a difusão de conhecimentos técnicos na área de serviços e para a transferência de conhecimentos tecnológicos na área de processos produtivos?, conceitua. O deputado cita relatório da Unesco do ano 2000 que conclama os pesquisadores a voltarem suas atenções para as regiões mais pobres, identificando os seus problemas e abrindo caminho para as soluções. Ele defende que devem ser usados os mecanismos da extensão tecnológica, com o suporte das universidades e instituições de pesquisa, para levar novos conhecimentos para as populações distantes dos grandes centros. Ariosto Holanda menciona a linha das inovações e descentralização do conhecimento levada pelo ministério, ao programar ou iniciar a implantação de centros ou institutos de excelência para trabalhar na fronteira do conhecimento em diferentes regiões do País. Cita o Instituto do Semi-Árido em Campina Grande (PB), o Instituto de Neurociências em Natal (RN), o Centro de Biotecnologia da Amazônia (AM), o Centro de Produção de Fármacos (CE) e o Centro de Pesquisa Nuclear na área médica e agrícola (PE). O deputado enfatiza a ?sintonia da política do MCT com as posições da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, principalmente no tocante aos programas e projetos inovadores?. Como exemplo, cita a aprovação das emendas de comissão voltadas para os novos programas do Ministério: CVT, telemedicina, biodiesel, infovias, rede de paleontologia, pesquisa nuclear, institutos de excelência e bolsas depós-graduação e pesquisa.

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