Economia
D�lar recua 0,71% e fecha em R$ 2,926
São Paulo - Novos anúncios de captações externas, a valorização recorde dos títulos brasileiros no exterior, a forte queda do risco-Brasil e a expectativa de uma nova emissão de bônus da República levaram, ontem, o dólar comercial a registrar a maior queda percentual em quase dois meses. A moeda americana começou dezembro em baixa de 0,71%, a maior desvalorização desde o último dia 6 de outubro (-0,76%). No fim dos negócios, o dólar era vendido por R$ 2,926, o menor valor desde o último dia 24 de novembro (R$ 2,921). A baixa da moeda americana também foi puxada pela expectativa de entrada de recursos externos no País. Ontem, o Banco Votorantim lançou uma captação externa de US$ 50 milhões, em eurobônus de quatro anos. A previsão é fechar a operação na próxima quarta-feira. Já a Telemar começa nos próximos dias a procurar investidores europeus para uma emissão de US$ 300 milhões, em bônus com prazo de dez anos. Já o Banco do Brasil prepara-se para lançar 150 milhões de euros em títulos de três anos. Bolsa A Bovespa subiu pelo terceiro pregão seguido nesta segunda-feira e renovou seu recorde histórico, diante do otimismo de investidores em relação ao Brasil e da boa performance das bolsas norte-americanas. A divulgação da primeira prévia do Ibovespa que vai vigorar a partir de janeiro também ajudou. O principal indicador da bolsa paulista encerrou com ganho de 1,67%, a 20,520 pontos, praticamente na máxima do dia. O volume financeiro foi de 1,129 bilhão de reais, acima da média diária de quase R$ 978 milhões de novembro. O aumento do fluxo contribuiu para o movimento de alta do mercado.