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Risco-Brasil recua 5,8% e fecha no menor n�vel desde maio de 98

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São Paulo - O risco-Brasil operou ontem abaixo do patamar de 500 pontos, no menor nível desde 5 de maio de 1998. O indicador, medido pelo banco americano JPMorgan, chegou a operar com uma queda de 6,2%, aos 497 pontos. A redução refletiu a valorização do C-Bond, principal título da dívida externa brasileira. Segundo o analista André Kitahara, do banco holandês Rabobank, a valorização dos papéis brasileiros é influenciada pela alta das taxas de retorno dos títulos do Tesouro americano. No fechamento, o risco-Brasil ficou abaixo da barreira dos 500. O indicador, medido pelo banco americano JPMorgan, recuou 5,8%, aos 499 pontos. Na prática, um risco em torno de 500 pontos significa que os títulos do país pagam, em média, uma taxa de retorno ao investidor de 5%, na comparação a um título de prazo equivalente emitido pelo Tesouro dos EUA, considerado de risco zero. Por isso, o indicador acaba refletindo, na visão do mercado, a probabilidade de os países pagarem suas dívidas. Em setembro de 2002, com a especulação sobre as eleições, o risco atingiu o pico de 2.436 pontos. O menor foi de 337 pontos, em 22 de outubro de 97. Recorde O C-Bond, principal título da dívida externa do país, bateu ontem um novo recorde. O papel fechou negociado pela maior cotação da sua história: 97,437% do valor de face. Emitidos em 1994, os C-Bonds vão vencer em 15 de abril de 2014. Ontem, o mercado financeiro especulou que o governo poderá exercer a opção de recompra dos títulos no próximo ano. Uma recompra dos papéis ajudaria a melhorar o perfil de endividamento do país, aumentando as chances de uma elevação do ?rating? (nota de risco) do Brasil pelas agências de classificação. Segundo operadores, caso a recompra dos C-Bonds não seja realizada, o governo brasileiro poderá realizar uma nova captação no mercado internacional ou alguma operação de troca (?swap?) de títulos.

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