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D�lar fecha em alta de 0,37% vendido a R$ 2,945

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São Paulo - O dólar subiu ontem 0,37% e fechou vendido a R$ 2,945. Durante a sessão, a moeda americana oscilou entre uma mínima de R$ 2,934 (estável) e uma máxima de R$ 2,948 (alta de 0,47%). Nos últimos dias, as cotações variam no intervalo entre R$ 2,93 e R$ 2,95, dependendo do ritmo de entrada de recursos captados por empresas e bancos no exterior e das compras de moeda pelo Banco Central, em nome do Tesouro. Ontem, o banco ABN Amro Real vendeu US$ 100 milhões em bônus de três anos, o dobro da oferta inicial. Com cupom (juro nominal) de 4,5%, o papel vai pagar uma remuneração de 4,7% para o investidor. Os recursos vão entrar no próximo dia 19 e serão utilizados para repasse aos clientes, informou a instituição em nota. A captação do banco ocorre em uma semana marcada por várias emissões, sendo que a principal foi a da Petrobras, que concluiu uma operação de US$ 750 milhões, com títulos de 15 anos. Foi a captação brasileira de prazo mais longo do ano. Com a forte demanda por papéis brasileiros, as empresas e bancos acabam elevando o volume de suas emissões. Inicialmente, a Petrobras pretendia captar US$ 500 milhões. Ontem, Brascan Imobiliária (US$ 40 milhões) e do Banco Votorantim (US$ 120 milhões) também finalizaram captações acima da oferta. O risco Brasil em queda ajuda as empresas e os bancos a tomarem empréstimos no mercado internacional, pois os custos dessas operações caem. Nesta semana, o risco-país chegou a ficar abaixo do patamar de 500 pontos, isto é, no menor nível desde maio de 1998. Nesse patamar, o mercado especulou bastante nos últimos dias sobre uma nova emissão soberana da República e uma melhora do rating (nota de crédito) do Brasil por agência de classificação.

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