Economia
IPC de Macei� tem alta de 0,45% em novembro
EDIVALDO JUNIOR O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Maceió, que mede o custo de vida na capita1, apresentou variação de 0,45% em novembro. No ano, a inflação acumulada na cidade é de 11,51%. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria Executiva de Planejamento e Orçamento (Seplan). Ao longo deste ano, a inflação mostrou tendência de desaceleração em Maceió. O IPC começou 2003 com uma forte alta de 3,14% e recuou para índices abaixo de um ponto percentual. Em nota divulgada pela Seplan, Gilvan Sinésio da Silva, um dos técnicos responsáveis pelos cálculos do IPC, analisa que o crescimento verificado nos meses de janeiro e fevereiro ocorreu em decorrência da fase de transição do governo federal. De acordo com Sinésio, a insegurança do mercado, provocada pela ascensão de um presidente de esquerda, fez subir os preços, enquanto se aguardava a definição da política econômica do governo do presidente Lula. ?Quando o mercado percebeu que as mudanças seriam perfeitamente assimiláveis, os preços começaram a ceder. O resultado é que nos meses seguintes os índices baixaram e passaram a registrar pequenas variações positivas e negativas?, destacou. Redução Sinésio lembra que nos meses de junho a julho houve uma queda considerável no índice geral do IPC, graças à redução no preço do combustível, item que tem um peso maior no cálculo do índice e também se reflete no valor dos fretes, refletindo nos preços dos alimentos e outro itens. Em julho, por exemplo, o indicador ficou em 0,05%, ou seja, praticamente não houve variação em relação ao mês anterior. Já em agosto, quando o IPC foi de 0,67%, o que contribuiu para o aumento do índice de preços, foi a indústria que, preocupada com um possível crescimento da taxa de juros ? a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia de Títulos do Banco Central) - ampliou suas margens de lucro para diminuir assim eventuais perdas. Como essas expectativas não foram confirmadas ? aliás, ocorreu exatamente o contrário, com a queda da taxa de juros mês após mês - os preços voltaram a cair. Cesta básica O custo da cesta básica teve uma alta acumulada de R$ 13,20 entre janeiro e novembro deste ano. Os dados foram divulgados ontem pela Seplan, responsável pela pesquisa dos preços dos produtos da cesta. Em estudo comparativo, a Seplan revela que em janeiro deste ano o trabalhador alagoano comprometeu com itens elementares à sua sobrevivência R$ 112,41 ou 56,41% do salário mínimo (à época R$ 200,00). Enquanto em novembro, a cesta básica comprometeu R$ 125,61 do salário mínimo atual, ou seja, 52,34%. Comparando-se o valor da cesta básica em janeiro percebe-se um aumento nominal de R$ 13,20. O tópico alimentação, com peso de 48,57%, e habitação, 21,49%, são os grupos que mais oneraram o bolso do trabalhador, na penúltima avaliação do setor responsável, vinculado à Seplan.