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D�lar fecha semana em queda de 0,4%

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São Paulo - O dólar acumulou uma pequena queda de 0,4% na primeira semana de dezembro. Nesta sexta-feira, a moeda americana caiu 0,33% e fechou vendida a R$ 2,935. O risco Brasil abaixo dos 500 pontos, no menor nível em mais de cinco anos, favoreceu a conclusão de diversas captações externas. Com a previsão de entrada de mais dólares, a calmaria predominou no mercado de câmbio. Nos cinco dias deste mês, as emissões brasileiras fechadas no exterior totalizaram mais de US$ 1,5 bilhão. Ontem, foi a vez do Unibanco vender US$ 200 milhões em eurobônus de dez anos. As principais operações desta semana foram: Petrobras (US$ 750 milhões), Telemar (US$ 300 milhões), Banco Votorantim (US$ 120 milhões), ABN Amro Real (US$ 100 milhões) e Brascan Imobiliária (US$ 40 milhões). Esses recursos devem entrar no país nos próximos dias, contribuindo para um movimento ?comportado? da cotações. Especialistas estimam que as captações externas devem fechar o ano totalizando US$ 16,5 bilhões, um valor quase cinco vezes maior do que o registrado em 2002 (US$ 3,4 bilhões), quando o mercado internacional fechou para o Brasil. Nos últimos dias, a moeda americana oscilou entre R$ 2,93 e R$ 2,95. Por outro lado, os bancos podem pressionar o dólar, de olho no vencimento de uma dívida cambial de US$ 1,2 bilhão no próximo dia 18. Na próxima quarta-feira, o Banco Central poderá realizar um leilão para rolar os títulos. A expectativa dos operadores é de que a renovação dos papéis seja mínima, em torno de 10% do total. Além disso, o Banco do Brasil atua no mercado comprando divisas, com o objetivo de reforçar o caixa do Tesouro Nacional para o pagamento de vencimentos externos e também de evitar uma queda muito forte da moeda ao ponto de prejudicar as exportações do país. No ano, o dólar ainda acumula uma queda de 17%. Novo recorde Entre os principais títulos da dívida brasileira negociados no exterior, o C-Bond registrou leve acréscimo de 0,25%, vendido a US$ 0,9775 nesta sexta-feira. Com isso, superou o recorde histórico do dia anterior, quando fechou em US$ 0,9756. Entre os fatores para a valorização do papel está a especulação de que está sendo formulada uma nova captação no mercado externo por parte do Brasil. O risco Brasil, por sua vez, segue abaixo dos 500 pontos, menor patamar desde maio de 1998. Apesar disso, houve alta de 1,01%, com fechamento em 499 pontos. Recorde na bolsa A Bovespa fechou em alta nesta sexta-feira, elevando seu recorde histórico, e contabilizou 10 semanas seguidas de ganhos. O Ibovespa fechou perto da máxima do dia, em alta de 2,28%, aos 20.879,8 pontos, o que deixa o índice bem perto da barreira psicológica de 21 mil pontos. A bolsa paulista sobe há cinco meses e só em uma semana de dezembro a valorização supera 3%. O volume financeiro na sessão foi de R$ 987 milhões, levemente abaixo da média diária dos últimos três meses, de 1 bilhão de reais. ?(A liquidez internacional) tem tido uma participação decisiva na formação de preços... da bolsa. Há uma grande quantidade de recursos em busca de ?yield? no mundo e... dificilmente essa onda de dinheiro será interrompida tão cedo?, comentou o departamento do Banco Modal em relatório.

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