Economia
Risco Brasil despenca 3,6% aos 481 pontos
São Paulo - O C-Bond, principal título da dívida externa do Brasil, subiu onem 0,38% e fechou em uma nova cotação recorde: 98,125% do valor de face. Com isso, o risco Brasil fechou em queda de 3,6%, aos 481 pontos, o menor nível desde maio de 1998. Calculado pelo banco americano JP Morgan, o risco-país representa o prêmio pago por títulos de países quando comparados aos juros de papéis do Tesouro norte-americano, considerados de risco zero. A melhora do risco-país brasileiro neste ano tem acompanhado o momento menos adverso do mercado internacional aos países emergentes. No ano passado, quando o país vivia a tensão do período pré-eleitoral, que resultou na vitória da oposição, o risco-país atingiu seu nível mais elevado. Em 27 de setembro de 2002, o risco fechou aos 2.443 pontos. O mercado espera que o governo brasileiro aproveite o atual clima positivo para realizar um novo lançamento de papéis no exterior. É que as chances de o governo encontrar mais compradores cobrando taxas menores é maior. Também é aguardada a elevação do ?rating? (nota de crédito) da dívida soberana do Brasil pela agência Standard & Poor?s. A Bovespa fechou praticamente no zero a zero nesta segunda-feira, sem força para romper a barreira dos 21 mil pontos, depois da alta das últimas sessões. Mesmo assim, a leve oscilação positiva garantiu ao Ibovespa novo recorde histórico. A bolsa paulista fechou com variação positiva de 0,04%, a 20.888 pontos.