Economia
Arn�bio: Estado est� de volta � agenda nacional
Apesar do comportamento tímido e do discurso polido, com ar professoral, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcanti, foi a grande estrela do lançamento do projeto Carta de Alagoas. Coube a ele não só anunciar o conjunto de ações, mas também destrinchar a base filosófica do Plano de Desenvolvimento Econômico do Estado. Na sua exposição, Arnóbio lembrou que o processo de industrialização do Estado começou com a criação de empresas como a Casal, Ceal, Codeal e Produban no fim dos anos 60. ?Foram a partir dessas empresas que o Estado viveu o boom de sua economia nos anos 70, quando chegou a alcançar o terceiro lugar entre as economias do Nordeste?, afirmou. Com a crise nacional, os anos 80 marcaram o início do processo de decadência do Estado, culminando com o fechamento de empresas e a guerra fiscal nos anos 90. ?Nosso problema é que nos anos 90, enquanto outros estados apostaram na guerra fiscal, ficamos inertes e perdemos terreno?, resume. Agora ? depois que o Estado começou a recuperar, nos últimos quatro anos e meio, o terreno perdido, com a inclusão social e o ajuste fiscal ? o Estado está pronto, segundo Arnóbio, para a retomada do desenvolvimento econômico. O Carta Alagoas apresentado ontem não só coloca Alagoas de volta na agenda da economia nacional ? ?hoje as grandes instituições de fomento a exemplo do BID e BNES já colocaram Alagoas em suas agendas de investimentos?, explica o secretário ? mas também deve atrair importantes investimentos da iniciativa privada. Para 2004, a agenda de desenvolvimento está dividida em quatro grandes blocos: Articulação Estratégica; Fomento; Desenvolvimento da Economia Solidária e Projetos Estruturantes.