Economia
Vendas do com�rcio varejista caem 10,12% em AL
EDIVALDO JUNIOR Depois de diminuir o ritmo de queda, em setembro, o volume de vendas do comércio de Alagoas voltou a cair fortemente em outubro. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada essa semana, as vendas no Estado tiveram um recuo de -10,12% naquele mês no Estado e queda de ?3,04% no País. Em setembro, o indicador ficou negativo em -2,72% no Brasil e em -5,74% em Alagoas. A queda em outubro, se comparada com os meses anteriores, mostra uma grande oscilação de resultados negativos. Em agosto, a queda foi de -15,08%, em julho de -13,82%. Em maio e junho os resultados foram -15,52% e -11,43%, respectivamente. No acumulado do ano, o volume de vendas do comércio de Alagoas registrou queda de 11,28%, de janeiro até outubro e taxa negativa de 9,23% em 12 meses. Faturamento No outro indicador divulgado pela PMC - o da variação nominal (faturamento) de vendas no varejo ? o desempenho do comércio de Alagoas é bem melhor. Nesse quesito, o comércio teve resultado positivo de 3% em outubro segundo a PMC. O resultado é menor do que o do mês anterior, de 9,39%. Mas é bem melhor do agosto, quando esse índice foi negativo em -1,30% . 11ª queda Com a renda em queda e o desemprego e a taxa de juros em níveis elevados, o brasileiro comprou menos em outubro. O volume de vendas do comércio varejista caiu 3,04% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o comércio já sofre uma retração de 4,96% em suas vendas. Nos últimos 12 meses, a redução chegou a 4,56%. Foi a 11ª queda consecutiva no volume de vendas. Desde dezembro do ano passado, o setor apresenta resultados negativos. Queda da renda A queda na renda do trabalhador impediu que o comércio brasileiro tivesse um desempenho positivo ao longo deste ano. A renda do trabalhador brasileiro caiu 15,2% em outubro, pelo oitavo mês seguido nas seis maiores regiões metropolitanas do País. O desemprego no período atingiu 12,9% da População Economicamente Ativa (PEA). A taxa de juros, embora se encontre em trajetória de queda desde maio, está em um nível considerado elevado, de 17,5% ao ano. O setor de hiper, supermercados, alimentos, bebidas e fumo, muito sensível à renda do consumidor, foi o que mais contribuiu para a retração das vendas do varejo, com uma queda de 4,26% em outubro, acumulando uma perda de 5,93% desde janeiro. ?Para o comércio se recuperar de forma mais firme, é necessário um crescimento maior do setor de consumo de massa, dos supermercados. E, para isso, é preciso que a renda e os salários aumentem?, afirma o responsável pela Pesquisa do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Nilo Macedo. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo foram responsáveis por 80% da redução dessas vendas. Em São Paulo, as vendas no varejos caíram 3,85% e, no Rio, a queda foi de 6,03%.