Economia
D�lar recua 0,51% e fecha a R$ 2,921
São Paulo - A aprovação do acordo do Brasil pelo FMI, a captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e a entrada de recursos externos no país levaram o dólar a fechar em queda de 0,51%, negociado a R$ 2,921, a menor cotação registrada no período de um mês. ?O fluxo de capitais continua generoso. Isso impede uma alta do dólar?, afirmou o gerente de câmbio do banco Rendimento, Helio Osaki. Segundo ele, o mercado operou em clima positiva, sem pressões sobre os preços, após a aprovação do novo acordo do Brasil com o FMI e a prisão de Saddam. Na visão de alguns analistas, a captura do ex-presidente do Iraque enfraquece a resistência à ocupação americana e reduz os riscos de atentados terroristas, elevando as chances de crescimento da economia mundial. Neste mês, o ingresso de dinheiro captado no exterior por empresas e bancos tem ajudado a neutralizar a pressão sobre as cotações exercida pelas compras de divisas pelo Banco do Brasil, em nome do Tesouro Nacional, e pelas remessas de lucros pelas multinacionais para suas matrizes. Bolsa As vendas de ações para ajustes nas carteiras dos investidores após o vencimento dos contratos de opções ofuscaram o otimismo do mercado paulista com notícias como a captura do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e a aprovação do acordo do Brasil com o FMI. O Ibovespa fechou em queda de 1,26%, aos 20.709 pontos. Mas os negócios movimentaram quase R$ 2,4 bilhões, um giro inflado pelo exercício de opções (R$ 1,2 bilhão, a maior cifra no ano).