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2003 foi bom para a agricultura, diz CNA

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Brasília - O presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Antonio Ernesto de Salvo, disse ontem que 2003 foi um ano excelente para o setor agrícola brasileiro. Ele, porém, não atribuiu ao governo Luiz Inácio Lula da Silva toda a responsabilidade pelos bons números do setor. Para Antonio Ernesto, se o agronegócio obteve recordes na safra de grãos (122,960 milhões de toneladas) e nas exportações (US$ 29,5 bilhões), foi por muito trabalho e empenho dos agricultores e pecuaristas. Ele disse que o governo Lula surpreendeu pelo fato de que o dólar voltou a um patamar adequado, o risco-país caiu vertiginosamente e não houve ?sobressaltos? na economia, mas para o setor agrícola, não há diferença no tratamento em relação aos governos anteriores. Mas o governo sempre olha o setor agrícola com pouco cuidado. Está repetindo a dose dos governos anteriores, dando à agricultura, que é o grande impulsor do crescimento menos recursos do que ela precisaria?, disse Antonio Ernesto. A previsão da CNA para 2004 aponta para um novo recorde na safra de grãos, que poderá chegar a 129,6 milhões de toneladas. Atualmente o agronegócio envolve cerca de 4,9 milhões de propriedades e 70 mil agroindústrias, gerando 15,5 milhões de empregos, 20% da população economicamente ativa do país. O setor é responsável atualmente por 29% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, participação que, de acordo com as projeções da CNA poderá chegar a 31% em 2004. Insuficientes Apesar do governo federal ter anunciado a liberação de R$ 32,5 bilhões para o Plano Agrícola e Pecuário 2003/2004, a CNA considera os recursos insuficientes para atender a demanda total do setor. Uma projeção da confederação, entregue ao ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, considera necessários R$ 44 bilhões para financiar toda a safra.

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