Economia
Ind�stria cresce 1,1% e CNI pede queda dos juros
Rio - A produção industrial cresceu no mês de outubro na comparação com o mesmo período do ano passado em nove das 12 regiões pesquisadas. Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria paranaense liderou a expansão, na comparação com mesmo mês do ano anterior, com aumento de 7,6%, seguida por Rio Grande do Sul e Ceará (ambas com 5,5%), Sul (3,7%), São Paulo (2,6%) e Pernambuco (2,1%). Com aumento da produção a um ritmo inferior ao da média nacional (1,1%) ficaram: Bahia (0,2%), Nordeste (0,1%) e Espírito Santo (0,1%). Os três locais que registraram queda foram: Minas Gerais (-0,7%), Santa Catarina (-0,9%) e Rio de Janeiro (-4,0%). A indústria paulista cresceu 2,6% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2002, ficando acima da média nacional (1,1%). De acordo com o IBGE, considerando o período janeiro-outubro de 2003 como base, o maior parque industrial do país reverteu, com um acréscimo de 0,1%, a trajetória de queda que vinha sendo observada nos últimos cinco meses neste tipo de comparação. Juros A indústria brasileira considera que um corte de juros de só 1 ponto percentual seria ?uma grande frustração?. Segundo o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, a taxa básica de juros da economia brasileira - a Selic - deveria cair 2 pontos, para 15,5% ao ano, ao término da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) desta quarta-feira. ?O corte de 1 ponto seria uma grande frustração. Eu aposto em dois pontos. Há espaço para isso?, disse ele, em Brasília, onde a CNI fez um balanço do primeiro ano do governo Lula. Não é essa, entretanto, a aposta do mercado. A maioria dos analistas previa, até a última sexta-feira, o corte de só um ponto na Selic. No entanto, as cinco instituições financeiras que mais acertam as previsões macroeconômicas apostavam em uma queda de 1,5 ponto. A CNI também acredita que o primeiro ano do governo Lula terá crescimento zero do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas de um país). Para Monteiro Neto, este ano foi marcado por ?expectativas, avanços e frustrações?, além de ter sido o ano de um ajuste fiscal que levou ao PIB zero.