Economia
D�lar fecha na maior alta em mais de um m�s
São Paulo - O dólar teve ontem a maior alta percentual em mais de um mês. A moeda americana terminou cotada a R$ 2,937, uma valorização de 0,54%, a maior desde 13 de novembro, quando subiu 1,30%. A alta foi puxada pelo interesse dos bancos credores do governo de inflar as cotações para receber mais reais com o resgate de uma dívida cambial de US$ 1,2 bilhão que vence na quinta-feira. No dia do vencimento, o governo vai resgatar todos os títulos corrigidos pela variação do câmbio que estão em poder desses credores. É a média do dólar da véspera que será usada pelo Banco Central para definir a remuneração que esses papéis vão pagar aos investidores. Mas se trata de uma pressão pontual, típica da véspera do vencimento de dívida. O poder de fogo dos bancos para inflar o dólar é limitado. Neste mês, o ingresso de dinheiro captado no exterior tem ajudado a neutralizar a pressão sobre as cotações exercida pelas compras de divisas pelo Banco do Brasil, em nome do Tesouro Nacional, e pelas remessas de lucros pelas multinacionais para suas matrizes. Pela primeira vez desde 1966, o dólar deve fechar um ano com depreciação frente a uma moeda brasileira, segundo levantamento realizado pela Economática, consultoria especializada em informação financeira. A 15 dias para o final de 2003, a moeda americana acumula no ano uma queda em torno de 17%. No último dia útil do ano passado, US$ 1 era vendido por R$ 3,545. Devido às tensões eleitorais, o dólar chegou a ser negociado pela máxima histórica de R$ 4,005, durante a sessão do dia 10 de outubro de 2002, quando fechou a R$ 3,99. Bolsa em alta Após dois pregões de baixa, a Bovespa fechou ontem em pequena alta de 0,24%, limitada pela novo tombo das ações do setor de energia. Já os acionistas da Vale do Rio Doce comemoram a nova cotação recorde do papel. Apesar da alta, o Ibovespa, que reúne as 54 ações mais negociadas, encerrou pelo terceiro dia consecutivo abaixo do patamar de 21 mil pontos. O principal índice da Bolsa somou 20.759 pontos, abaixo do recorde (21.296 pontos) da quinta passada.