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PEDIDOS DE SEGURO-DESEMPREGO RECUAM QUASE 30% EM ALAGOAS

Em setembro, 3.120 trabalhadores alagoanos solicitaram o benefício ao governo federal, diz pesquisa

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Pedidos de seguro-desemprego em AL também recuaram em relação ao mês anterior
Pedidos de seguro-desemprego em AL também recuaram em relação ao mês anterior -

Os pedidos de seguro-desemprego recuaram 29,5% em Alagoas em setembro passado em comparação com o mesmo período de 2019. Ao todo, foram 3.120 solicitações no mês passado, contra 4.430 em setembro de 2019. Na comparação com o mês anterior os números também apresentaram queda, 11,3%. Foram 3.521 pedidos em agosto. Os dados foram divulgados nessa quinta-feira (8), pelo Ministério da Economia. Os números mostram ainda uma tendência de queda nas solicitações de seguro-desemprego feitas pela internet. Em setembro, 77,9% das solicitações foram feitas virtualmente. Essa taxa já foi de 90,8% no mês de junho, mas começou a recuar em julho, quando foi iniciada a retomada gradual das atividades em Alagoas. Em julho essa taxa foi de 78,4%. A redução registrada em Alagoas é 18,9 pontos percentuais maior do que a queda em nível nacional, que ficou em 10,6% em setembro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Em todo o País, foram 466.255 benefícios de seguro-desemprego requeridos no mês passado, contra 521.572 pedidos registrados no mesmo mês de 2019. Ao todo, 61,8% dos benefícios foram pedidos pela internet em setembro último. De acordo com o Ministério da Economia, o setor de serviços alagoano foi o que registrou o maior número de pedidos de seguro-desemprego no mês passado, com 1.245 requerimentos -o correspondente a 39,9% do total. Em seguida aparece o comércio, com 975 requerimentos - ou 31,25% do total - seguido da construção civil, com 433 solicitações (13,88%), indústria, com 354 pedidos (11,35%), e agropecuária, com 110 solicitações (3,53%). O levantamento mostra ainda que os trabalhadores alagoanos que ganhavam entre 1 e 1,5 salário mínimo foram os que mais solicitaram o seguro-desemprego em setembro, com 1.445 registros. Em seguida aparecem os trabalhadores que ganhavam até um salário mínimo, com 972 requerimentos. O ranking segue com os trabalhadores que recebiam entre 1,51 e dois salários mínimos, com 367 pedidos. Trabalhadores com ensino médio completo foram responsáveis pela maioria dos pedidos de seguro-desemprego em Alagoas no mês passado, com 1.890 solicitações. Em seguida aparecem os trabalhadores com ensino fundamental incompleto (380 pedidos), fundamental completo (247) e superior completo (240).

ESTADOS

Os estados com o maior número de pedidos foram São Paulo (140.854), Minas Gerais (51.541) e Rio de Janeiro (36.430) e os que tiveram maior proporção de requerimentos via web foram Acre (96,2%), Sergipe (87,4%) e Tocantins (85,9%). Apesar da queda em setembro, os pedidos de seguro-desemprego continuam em alta no País no acumulado do ano, tendo somado 5.451.312, de 2 janeiro a 30 de setembro de 2020. O total representa aumento de 5,7% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, que totalizou 5.157.026. No acumulado do ano, 56,1% dos requerimentos de seguro-desemprego (3.059.828) foram pedidos pela internet, pelo portal gov.br e pelo aplicativo da carteira de trabalho digital; 43,9% dos benefícios (2.391.484) foram pedidos presencialmente. No mesmo período do ano passado, 98,3% dos requerimentos (5.068.033) tinham sido feitos nos postos do Sine e nas superintendências regionais. Apenas 1,7% (88.993) tinha sido feito pela internet. Em relação ao perfil dos requerentes do seguro-desemprego na primeira quinzena de setembro, a maioria é do sexo masculino (60%). A faixa etária com maior número de solicitantes está entre 30 e 39 anos (33,5%) e, quanto à escolaridade, 59,4% têm ensino médio completo. Em relação aos setores econômicos, os serviços representaram 42,4% dos requerimentos, seguido pelo comércio (26,8%), pela indústria (14,8%) e pela construção (9,5%). Embora os requerimentos possam ser feitos de forma 100% digital e sem espera para a concessão do benefício, o Ministério da Economia informou que alguns trabalhadores podem estar aguardando a reabertura dos postos do Sine, administrados pelos estados e pelos municípios, para darem entrada nos pedidos. O empregado demitido ou que pediu demissão tem até 120 dias depois da baixa na carteira de trabalho para dar entrada no seguro-desemprego. Por causa da pandemia de Covid-19, os postos do Sine passaram a investir em atendimento remoto para evitar aglomerações.

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