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VENDAS NO COMÉRCIO DE ALAGOAS CRESCEM 5% EM AGOSTO, DIZ IBGE

Na comparação com o mês anterior, o crescimento do setor alagoano é de 8,4%, o quarto aumento consecutivo, diz instituto

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No acumulado do ano, as vendas no comércio de Alagoas registram retração de 7,2%
No acumulado do ano, as vendas no comércio de Alagoas registram retração de 7,2% -

As vendas do comércio varejista de Alagoas cresceram 5% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada nesta quinta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o primeiro resultado positivo, nesta base de comparação, desde fevereiro, o mês pré-pandemia. Na comparação com julho, as vendas do comércio local registraram alta de 8,4% - o quarto aumento consecutivo. Com o resultado de agosto, as vendas do comércio varejista alagoano acumulam uma retração de 7,2%. Já em doze meses, o setor registra uma queda de 5%. No comércio varejista ampliado - que inclui as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção - o desempenho de Alagoas registrou alta de 7,8% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e de 7,8% em relação a julho. No acumulado do ano, no entanto, o setor registra retração de 5,6%. Já em doze meses, a queda é de 2,8%.

RECEITA NOMINAL

Em agosto, a receita nominal do comércio de Alagoas registrou aumento de 8,8%, na comparação com o mesmo mês de 2019. Na comparação com julho, o crescimento foi de 8,6%. Já no acumulado do ano, a receita do comércio local registra retração de 3,6%. Em doze meses, a queda é de 2%. Em todo o País, segundo os dados do IBGE, as vendas no comércio varejista cresceram 6,1% em agosto, ante agosto de 2019. Foi o terceiro resultado positivo consecutivo. Na comparação com julho, as vendas tiveram alta de 3,4% - a quarta alta mensal seguida, após quedas influenciadas pela pandemia em março e abril. No acumulado do ano, o setor registrou menor ritmo de queda (-0,9%), enquanto nos últimos 12 meses, acumula crescimento de 0,5%, após três meses de estabilidade. “O varejo em abril teve o pior momento, com o indicador se situando 18,7% abaixo do nível de fevereiro, período pré-pandemia. Esses números foram sendo rebatidos nos meses seguintes, até que em agosto o setor ficou 8,2% acima de fevereiro”, explica o gerente da PMC, Cristiano Santos. O volume de vendas do varejo foi positivo em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para Acre (15,6%), Rondônia (12,8%) e Amapá (12,1%). Pressionando negativamente estão Tocantins (-2,4%) e Rio Grande do Sul (-0,2%). No comércio varejista ampliado, também houve predomínio de resultados positivos registrado em 26 das 27 unidades da federação, com destaque para Piauí (20,2%), Acre (12,6%) e Sergipe (9,6%). O destaque negativo ficou para Roraima (-1,4%). O gerente da pesquisa diz ainda que fatores como o aumento da renda devido ao auxílio emergencial e a alta dos preços também têm influenciado o desempenho do varejo, especialmente o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que recuou 2,2% de julho para agosto, impactado pela inflação dos alimentos. “Os produtos de supermercados têm uma elasticidade alta, um arroz mais caro é substituído por outro mais barato, mas o consumidor continua comprando. Os supermercados continuam próximos da margem, mesmo em queda, não sentem tanta diferença quanto em outras atividades analisadas”, justifica Cristiano Santos.

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