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BLITZ VAI COMBATER COMÉRCIO ILEGAL DE ÁGUA

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A Comissão da Defesa Civil estadual, com a ajuda das polícias Civil e Militar, realizará blitz para conter o comércio clandestino de água, geralmente suja. A informação foi revelada por uma fonte da CDC ao adiantar que serão montadas barreiras em estradas do Sertão e Agreste, utilizadas constantemente pelos pipeiros. As barreiras verificarão a procedência da água, documentos do carro e condições de transporte. Os pipeiros irregulares favorecem o crescimento dos índices de doenças diarreicas e outras provocadas pelo consumo de água suja, confirmam os profissionais dos postos de saúde da região. O coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Moisés Melo, revelou que será deflagrada a operação “Água Limpa” com o objetivo de evitar a distribuição de água sem tratamento e ao mesmo tempo monitorar os carros fretados para garantir o abastecimento das comunidades cadastradas. A operação utilizará inclusive o satélite no monitoramento dos caminhões fretados para verificar se a água chega ao destino programado. Outros detalhes da operação de combate a indústria da água contaminada foram mantidos sob reserva para não atrapalhar o trabalho da polícia. Além dos carros fretados por órgãos dos governos federal, estadual e municipais, nos períodos de longa estiagem também florescem, sobretudo no sertão, o comércio clandestino de água sem tratamento. No verão passado, a Gazeta de Alagoas e a TV Mar flagraram caminhões pipa que se aproveitavam da falta de fiscalização ao longo dos 100 quilômetros do canal do sertão, retiram água sem tratamento para vender nas comunidades rurais e fazendas a preços acima de R$ 250, o carro com 8 mil litros. O problema ainda acontece em diversos pontos do canal, com ligações clandestinas feitas pelos próprio pipeiros. A água da Defesa Civil, do Exército e das prefeituras é coletada em pontos credenciados e mesmo assim cada caminhão recebe pastilhas de cloro para garantir a qualidade, explicou o coronel Moisés Melo. Os pipeiros clandestinos trabalham com a água in natura do rio São Francisco coletada nas margens, no Canal do Sertão e em barragens, e são vendidas sem tratamento, confirmou um dos pipeiros de Pão de Açúcar cadastrado pelo Exército, mas que prefere não se identificar. O coordenador da Defesa Civil recomenda à população sertaneja não consumir a água dos pipeiros clandestinos. “Além das localidades cadastradas, quem tiver necessidade de água de boa qualidade e limpa deve formalizar o pedido nas prefeituras ou nas coordenadorias municipais da Defesa Civil”. As mais de três mil famílias dos Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Frente Nacional de Luta da Reforma Agrária e por moradia nas cidades (FNL) e da Comissão Pastoral da Terra CPT) acampadas no Sertão reclamam de discriminação na distribuição da água e cobram da Secretaria de Estado da Agricultura programa que prevê a compra da produção da agricultura familiar do semiárido e reforma agrária. Como acontece nas outras regiões, os agricultores começam a colher a safra do inverno e têm dificuldade para escoar a produção. “Agora que acabou o período da chuva, vamos enfrentar problemas no abastecimento de água nos acampamentos. A gente sempre fica por último na distribuição de água dos caminhões pipa no sertão”, reclamou o coordenador nacional do FNL, Marcos Antônio da Silva, o Marrom, ao revelar que o problema é sentido por todos os sem terra do Sertão e Agreste. AF

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